Essa história me lembrou um pouco do que tanto temos nos esquecido: “O outro” e suas necessidades. Temos, na correria do dia a dia, nos esquecido de que há gente sofrendo do nosso lado, precisando de sorrisos, de um abraço acolhedor, de um simples olhar; pequenos carinhos, pequenos gestos que se forem compartilhados fazem o dia melhor.
Quem me conhece sabe que não tenho crenças, digo apenas que creio na humanidade das pessoas e isso me basta. Mas trabalhando com o que trabalho, vendo o que vejo todos os dias, não dá pra esquecer o quão importante é a fé dessas pessoas e muitas vezes, é apenas o que têm.
Hoje é um dia especial para muitas culturas e gostaria de lembrar as pessoas hoje de que, não basta ter fé, é necessário partilhar, olhar, perceber. Há dez mandamentos que muitos tentam seguir em amor a seu Deus, mas quando se trata do segundo, tão maior que todos os outros, pois sintetiza tudo, temos visto que de nada adiantou tantas “lições”.
Lembrar para não esquecer, sentir na pele a dor alheia e olhar nos olhos de quem precisa para compreender que, não é apenas na materialidade que residem suas necessidades, muitas vezes basta apenas um abraço, um pequeno gesto de acolhimento.
Da mesma forma, tenho tido a oportunidade em meu trabalho, de partilhar meus dias com pessoas grandiosas que, não se importando consigo e com suas dores, tentam diminuir as dores alheias. Guerreiros e guerreiras que lutam o bom combate, instituições que prosperam na aridez de um mundo em que se dá tanto valor ao ter e que buscam, dia a dia, através de um trabalho árduo transformar a vida dos outros, exatamente daqueles que mais necessitam e para os quais muitas vezes a sociedade deu as costas.
Isso me faz lembrar, como na história abaixo que, apesar dos sustos que tomamos todos os dias assistindo ao noticiário, que ainda há gente do bem por aí. Vamos ajudá- los! Vamos ser parte disso! 😉
“O Café Pendente”
Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:
– Cinco cafés. Dois são para nós e três “pendentes”. Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
– O que são esses ?cafés pendentes??
E me dizem:
– Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés – pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
– Três são para nós, e quatro ?pendentes?.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
– Vocês têm algum “café pendente”?
Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida.
Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo
ENVIADO por Katiusce Nogueira
Psicóloga – Chapadão do Sul



