Costa Rica também começa a registrar picos de contaminação da Covid-19 com 21 pessoas em isolamento e 12 aguardando o resultado do exame. O os focos podem estar associados às viagens com aglomerações em festas e outros eventos sem os cuidados básicos. No Brasil, após um primeiro semestre com um ritmo muito aquém de nossas capacidades, a campanha brasileira de vacinação contra a covid-19 finalmente deslanchou em julho. Agosto foi um mês com intenso avanço nessa seara, o que se manteve, de modo geral, em setembro e outubro.
De acordo com os dados mais atualizados do painel do Ministério da Saúde, que são de 9 de dezembro, já foram 159,6 milhões de aplicações da primeira dose, e 139,4 milhões da segunda ou dose única. Após a imunização da população mais jovem e adolescentes e do início da aplicação de doses de reforço, o país vive um novo desafio: a inclusão de crianças na campanha.
Em 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Porém, o ministro Marcelo Queiroga disse que o assunto só terá uma definição em janeiro. Embora as notícias tragam certa esperança, especialistas alertam: a pandemia não acabou. Em razão disso, recomendam cautela na flexibilização de medidas como o uso de máscara.
Ainda exige atenção também a presença das variantes mais agressivas, especialmente a delta e a ômicron, detectadas originalmente na Índia e na África do Sul, respectivamente, que parecem ter uma taxa de transmissibilidade bem superior às demais versões do coronavírus. Por fim, não dá pra ignorar o fato de as estatísticas, ainda que estejam em queda, permanecerem muito altas.
O momento pode representar, então, uma oportunidade de reduzir para valer os números de casos e mortes e ver a situação melhorar de verdade. Para começo de conversa, o país deveria ter um melhor controle de suas fronteiras, com testagem de passageiros e funcionários em aeroportos, portos e rodovias. Isso dificultaria, inclusive, a entrada de novas variantes de preocupação em nosso território.
Por fim, é vital manter, ou eventualmente até acelerar, o ritmo da campanha de imunização. Quanto mais brasileiros estiverem protegidos, melhor para todo mundo: a experiência de outros países aponta que as internações e as mortes por covid-19 caem de forma significativa quando uma porcentagem considerável da população recebeu as duas doses. (redação e bbcnews.com.br)



