O ano novo começa com mulheres sendo agredidas por homens covardes em todo o mundo. Chapadão do Sul não é diferente e a Violência Domésticas é a recordista de registros. Na noite de ontem a Polícia Militar socorreu uma vítima e o filho de dois anos que apanhavam do covarde. Começou a destruir a casa e ameaçá-los com uma faca. Ela fugiu para a rua e o marido ficou dentro do imóvel dizendo que resistiria à prisão. Os policiais usaram bala de borracha e o agressor deixou de ser valentão num piscar de olhos.
A passagem de ano ou até mesmo o natal são vivenciados sob pancadas por várias mulheres e seus filhos. A maioria apanha em silêncio e chama a Polícia Militar quando a situação é dramática já com histórico de várias surras. No caso de ontem a mãe e sua filho conseguiram fugir para a rua enquanto o machão destruía a casa gritando que os PMs “não eram homens para prendê-lo”.
Foi solicitado apoio à Polícia Civil, o efetivo ficou mais robusto e o tiro de bala de borracha foi disparado. A porta da entrada principal estava destruída e no interior diversos objetos quebrados, marcas de sangue no piso da sala e cozinha. Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgada em junho deste ano.
Isso significa que cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram terem sofrido alguma agressão.
No entanto, para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse pequeno recuo deve ser analisado à luz de outros indicadores da pesquisa, como o lugar onde a violência ocorreu e quem foi o autor.
Na comparação com os dados da última pesquisa, há aumento do número de agressões dentro de casa, que passaram de 42% para 48,8%. Além disso, diminuíram as agressões na rua, que passaram de 29% para 19%. E cresceu a participação de companheiros, namorados e ex-parceiros nas agressões.



