Chapadão do Sul/MS

“Caramelo, uma Paixão” – Morte do cão de rua mais velho de Chapadão do Sul deixa moradores tristes na rua Aquidauana

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           Na semana que a comunidade sul-chapadense intensifica a discussão sobre o problema do excesso de animais (cães e gatos) nas ruas alguns moradores tiveram uma manhã triste hoje. Em especial na rua Aquidauana, na residência do Seu Carlos, após a morte do Caramelo – provavelmente –  o cão de rua mais antigo de Chapadão do Sul. Na noite fria de ontem ele teve um mau súbito que parecia uma ataque cardíaco. Foi tentado sem sucesso  contato com veterinário que talvez não resolvesse a situação. Caramelo recebeu massagens cardíacos daqueles que sempre o alimentaram e lhe deram muito carinho.

Infelizmente o ciclo do “Velho Caramelo” se encerrou. Não é possível determinar sua idade, mas já não tinha mais dentes, caminhava lentamente arrastando seu pesado corpanzil  marcado pelas sequelas de vários atropelamentos. Apesar de ser um cão de rua foi muito amado e tratado com carinho por alguns moradores da rua Aquidauana onde fixou residência por anos

Seu Carlos jamais esquecia do Caramelo e de seu amigo Barth (outro cão de rua) quando comprava comida no mercado. Tratava o animal como seu há pelo menos 6 anos. Na dispensa da casa tinha um lugar carimbado dos alimentos dos dois cães. Retalhos de carne comprados no açougue nunca faltaram. O querido Caramelo morreu gordo devido à idade.  Na calçada tinha uma   caixa plástica de água como casa para se abrigar do frio e da chuva. Foi neste local que morreu.

Caramelo era figura conhecida na porta do Atacadista Chimarrão. Era dócil e gostava de ficar no local á espera de um sachê com molhinho  dado por clientes. El alguns momentos funcionários do Aatacadista acionavam um pet shopp que o levava  para aquele “banho de loja”. Voltava cheiroso e bonitão, como sempre foi. Com o passar dos anos a locomoção já não era mesma  e parou de ir para o Chimarrão. Certamente dezenas de clientes lembrarão dele com carinho.      

Cães nas ruas é sempre inadmissível, um problema de saúde pública. Já a história do Caramelo e do Seu Carlos “ o tutor do destino’  serve de parâmetro  sobre o tratamento que todos os animais devem receber. Não estão nas ruas porque querem, mas abandonados e entregues a própria sorte. Não dê veneno para eliminá-los como se fossem apenas uma praga. Forneça ração, água e – se possível – carinho. Eles vão retribuir à seu modo.

Foto do Barth, o companheiro do Caramelo até sua morte. Eram inseparáveis

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