Os contratos futuros da soja dão continuidade às quedas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (1º). Ontem, o mercado absorveu os números pouco alterados divulgados no relatório mensal de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e fecharam o dia também do lado negativo da tabela.
Segundo o analista de mercado Flávio França, o boletim foi neutro para os preços da soja, já que não trouxe nenhuma grande alteração nos números principalmente de estoques e produção nos Estados Unidos.
No entanto, o consultor de mercado Liones Severo, do SIMConsult, afirma que esse foi um relatório altista para o mercado da soja no longo prazo em Chicago, haja vista que o que chegará com a nova temporada norte-americana não será suficiente para recompor os estoques e a demanda deverá continuar crescendo.
O consultor explica que a produção norte-americana estimada em 920milhões de toneladas, se confirmada, será insuficiente para recompor os estoques em níveis adequados. O próprio USDA indicou estoques finais para a safra 201º/1º de pouco mais de 7 milhões de toneladas que, segundo Severo,não cria uma situação confortável, até mesmo porque o desenvolvimento da safra ainda está em andamento e corre riscos caso o clima não se confirme favorável.
Além disso, para a temporada comercial 201º/1º, o departamento norte-americano estimou ainda um aumento de 1º milhões de toneladas nas importações de soja da China, que poderiam chegar à 59 milhões de toneladas.
Soja: Mercado recua nesta 4ª feira com números do USDA
Na sessão desta quarta-feira (12, os futuros da soja fecharam o pregão em terreno misto na Bolsa de Chicago. O primeiro vencimento, julho/1º, o mais negociado nesse momento, terminou o dia valendo US$ 1º,40 por bushel, com uma leve alta de 0,20 ponto. Os demais vencimentos, principalmente os referentes à safra nova, fecharam a sessão em queda.
O mercado refletiu os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados em seu relatório mensal de oferta e demanda, que não trouxe muitas alterações nem para a safra nova e nem para a velha.
Para a nova safra de soja dos EUA, o USDA manteve a estimativa de 92020 milhões de toneladas, no entanto, espera uma produtividade menor, de 47,1ºsacas por hectare, contra 50,45 estimadas no relatório de maio.
Os estoques finais dos EUA também foram mantidos em 7,20 milhões de toneladas, o esmagamento em 46,1º milhões de toneladas e as exportações em 39,46 milhões de toneladas. Números que vieram em linha com o reporte do mês passado.
O departamento manteve ainda suas projeções para a safra brasileira 1º/1º em 85 milhões de toneladas e 54,5 milhões de toneladas para a Argentina. Para a China, números também mantido, com uma produção de 12milhões de toneladas e importações de 69 milhões.
Apesar da queda registrada hoje, no entanto, o consultor de mercado Liones Severo, do SIMConsult, afirma que esse foi um relatório altista para o mercado da soja no longo prazo em Chicago, haja vista que o que chegará com a nova temporada norte-americana não será suficiente para recompor os estoques e a demanda deverá continuar crescendo.
O consultor explica que a produção norte-americana estimada em 920milhões de toneladas, se confirmada, será insuficiente para recompor os estoques em níveis adequados. O próprio USDA indicou estoques finais para a safra 201º/1º de pouco mais de 7 milhões de toneladas que, segundo Severo,não cria uma situação confortável, até mesmo porque o desenvolvimento da safra ainda está em andamento e corre riscos caso o clima não se confirme favorável.
Além disso, para a temporada comercial 201º/1º, o departamento norte-americano estimou ainda um aumento de 1º milhões de toneladas nas importações de soja da China, que poderiam chegar à 59 milhões de toneladas.
(Carlos Marks)



