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ALZHEIMER – Como cuidar do cérebro para reduzir o risco. Especialistas explicam hábitos que fazem a diferença

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        Atividade física, alimentação saudável, controle do estresse e sono de qualidade estão entre as medidas que, segundo pesquisadores, podem ajudar a preservar a memória e reduzir o risco da doença.

Embora não exista uma forma de prevenir completamente o Alzheimer, especialistas afirmam que alguns hábitos podem ajudar a preservar a saúde do cérebro e reduzir o risco de desenvolver a doença ao longo da vida.

Para a neurocientista Lisa Mosconi, uma das principais pesquisadoras da saúde cerebral feminina, cuidar do cérebro deve fazer parte da rotina muito antes do envelhecimento.

Entre as principais recomendações estão:

praticar atividade física regularmente;

manter uma alimentação rica em alimentos naturais e pobre em açúcar e ultraprocessados;

dormir bem;

evitar o cigarro;

reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;

controlar o estresse.

Segundo os especialistas, o estresse merece atenção especial. Quando ele se torna crônico, o organismo produz níveis elevados de cortisol, hormônio que pode favorecer processos inflamatórios e prejudicar áreas do cérebro relacionadas à memória.

Alzheimer: como diferenciar esquecimentos normais do dia a dia de sinais que podem indicar algo mais grave?

Alzheimer começa na metade da vida

Nas últimas décadas, a ciência também passou a enxergar o Alzheimer de uma forma diferente: em vez de uma doença que surge apenas na velhice, pesquisadores entendem hoje que as alterações cerebrais podem começar décadas antes dos primeiros sintomas.

“O Alzheimer começa na metade da vida”, afirma o neurocientista entrevistado na reportagem.

Segundo estudos recentes, especialmente nas mulheres, essas mudanças podem surgir por volta dos 50 anos — ou até antes, aos 45 — período em que ocorrem alterações hormonais relacionadas à menopausa.

Mulheres precisam de atenção especial

Pesquisas mostram que cerca de dois terços das pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres.

Os cientistas investigam o papel do estrogênio, hormônio considerado fundamental para a saúde cerebral. Além de contribuir para o fornecimento de energia ao cérebro, ele melhora o fluxo sanguíneo, ajuda a reduzir inflamações e favorece o funcionamento dos neurônios.

Durante a menopausa, a queda desse hormônio pode deixar o cérebro mais vulnerável. Por isso, em mulheres sem contraindicações, a reposição hormonal pode ser uma estratégia discutida com o médico para proteger a saúde cerebral.

Duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres; sintomas podem começar por volta dos 45 anos

Fonte G1 / Foto Google

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