Chapadão do Sul/MS

Animosidade aumenta e internautas cobram suspensão de atendimento médico a Paraíso das águas

O clima de animosidade política entre Chapadão do Sul e Paraíso das águas ficou ainda mais acirrado após a Assembléia Legislativa e ?engavetar? o projeto que devolvia o território ?emprestado? para que o então distrito de Costa Rica tivesse população e área para ser transformado em município. Além de perder a área, empreendimentos significativos e virar ?chacota estadual nas rodas políticas? especula-se a perda mensal de receita na ordem de R$ 300 mil em arrecadação. Muitos internautas cobram retaliações como a suspensão dos atendimentos hospitalar e de segurança aos moradores da cidade vizinha.

Este é um assunto recorrente nas rodas políticas da cidade, região e estado. Os sul-chapadenses não aceitam o fato de parte do território ter sido ?emprestado? para a criação de um município que de co-irmão passou a ser adversário ferrenho na disputa por investimentos na região. O projeto que obrigava Paraíso das águas a área, sem consulta popular, foi arquivado. Fontes do primeiro escalão da prefeitura de Chapadão do Sul confirmaram hoje que nada está perdido e que a disputa jurídica terá continuidade.

Além do duro golpe na Assembléia Legislativa, o município também perdeu a disputa de uma estrada estadual que será pavimentada priorizando geograficamente a cidade de Paraíso das águas. A classe produtiva sul-chapadense queria ? e não levou ? um trajeto que cortaria praticamente ao meio, de Norte a Sul, Chapadão do Sul. O secretário estadual de Obras Edson Giroto (PMDB) preferiu atender o prefeito de Ivan Xixi, que diga-se de passagem se revelou um excelente administrador para seus munícipes.

Não é conhecida a posição do prefeito Luiz Felipe Magalhães sobre este delicado tema, mas antes mesmo de perder o território a municipalidade já penava para pagar a conta dos atendimentos médicos de Paraíso das águas e Pouso Alto. O envio de Policiais Militares para reforçar ações de segurança na cidade vizinha também sempre foi uma prática considerada normal. Além de gastos adicionais no atendimento à pessoas destas duas comunidades o Poder Executivo banca advogados que tentaram reverter a situação e as constantes viagens à Capital. (Foto Ilustração)

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