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O transporte de grãos no Brasil enfrenta desafios logísticos crônicos, resultando na perda de milhares de toneladas de soja, milho e trigo nas rodovias todos os anos. O problema é intensificado por más condições das estradas, veículos mal conservados e tombamentos.
Principais Fatos e Dados sobre a Perda de Carga:
Alto Volume de Desperdício: Estima-se que mais de 100 mil toneladas de milho e soja sejam perdidas anualmente nas estradas entre fazendas e armazéns apenas no estado de Mato Grosso. No Paraná, o desperdício chega a 1 milhão de toneladas de soja no transporte até o Porto de Paranaguá.
Perdas na Rota Curta: Cooperativas estimam que, no transporte curto (do campo até os silos), cerca de 0,5% da carga é deixada pelo caminho.
Impacto de Infraestrutura Precária: Trepidações causadas por estradas de terra ou asfaltadas com buracos, principalmente na época de colheita, provocam o derramamento constante de grãos.
Tombamentos e Acidentes: Acidentes com carretas resultam em perda total ou parcial da carga, como no caso de tombamentos na Rodovia Raposo Tavares (SP) e BR-381, que espalham soja na pista. Em março de 2026, um motorista morreu após carreta com grãos tombar na BR-365.
Problema Fitossanitário: Os grãos que caem nas margens das estradas germinam, tornando-se focos de disseminação de doenças como a ferrugem asiática da soja.
Causas do Problema:
Carrocerias e Lonas: Caminhões com manutenção precária e uso de lonas inadequadas permitem o vazamento dos grãos durante o trajeto.
Logística e Filas: Longas filas para descarga, como as de 25 km registradas em Miritituba (PA) em 2026, aumentam o tempo de exposição da carga e o risco de desperdício.
A Conab aponta que as perdas de arroz, trigo e milho no transporte chegam a percentuais de 0,13% a 0,17% na trajetória até os portos. (Fonte e fotos google)







