Chapadão do Sul/MS

PARA SEMPRE – Familiares e amigos revitalizaram túmulo da missionária sul-chapadense Lú Santos em Angola (África)

Quer informações do Chapadensenews.com.br pelo celular?

Link de acesso:

https://chat.whatsapp.com/HuKo7OA4N2v7ZKRLzZNA9A


Familiares e amigos da missionária sul-chapadense Lú Santos viajaram ao Continente Africano para tratar de assuntos relacionados ao seu falecimento – em janeiro deste ano – e revitalizar o túmulo com revestimento de mármore no cemitério da cidade de Huambo, há cerca de 700 km de Luanda (Angola). Ficou muito bonito, mas trata-se apenas da morada final de seu corpo porque sua obra é universal e transcende a África, chegando a vários continentes com seu trabalho missionário e humanitário. Eu (jornalista Cesar Rodrigues) tive a honra de ser seu biógrafo e narrar sua epopeia alimentando refugiados na Europa, crianças abaixo da linha de pobreza em vários países africanos, ribeirinhos no Amazonas, no sertão Nordestino, atingidos por catástrofes em Brumadinho (MG) e na enchente no Rio Grande do Sul.


Estiveram na cidade de Huambo Ray (irmã), a prima Vanaima e a melhor amiga da Lu Santos (Ana Carolina). Além da revitalização do túmulo promoveram um dia de agradecimentos com as crianças da comunidade local que foi a última morada da missionária. Foi internada em estado grave no Hospital Central Huambo, vindo a falecer posteriormente. A família atendeu seu último desejo, de ser sepultada em Angola onde realizou o derradeiro trabalho missionário.


Durante seu trabalho humanitários algumas reportagens não foram postadas para garantir sua segurança em meio à guerras clânicas e golpes de estado em países africanos onde as principais vítimas são as populações vulneráveis. Neste cenário ajudou a construir escolas, poços artesianos e preparo de alimentação em comunidades onde ratazanas eram iguarias e arroz com caldo Knor a única alimentação. Lú Santos tinha muitos apoiadores financeiros em Chapadão do Sul e em outros locais que ajudavam na captação de recursos destinados à compra de comida.


Outra grande missão era fazer estas compras chegarem às comunidades num trajeto cheio de perigos e guerras entre grupos pela disputa de poder. Nada era obstáculo em sua determinação de ajudar o próximo. Cuidava de todos indistintamente ao ponto de colocar a saúde em risco após contrair malária. Os efeitos colaterais da doença foram fatais em suas ações humanitárias. Deixou um grande legado missionário, sacrificando-se pelo próximo.


O combate ao tráfico de crianças foi um dos trabalhos mais perigosos na linha de frente da atuação missionária. Estas reportagens não foram postadas na época porque estes grupos de traficantes de humanos são violentos e o material poderia ganhar repercussão através da internet. Teve que negociar inúmeras vezes com estes criminosos na tentativa de salvar uma criança do destino cruel. Lú Santos não aceitava esta realidade, mas nunca desistiu. Que sua obra sirva de exemplo para outros missionários e para o mundo na busca da paz e da harmonia entre os povos

PARA RELEMBRAR

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também