Chapadão do Sul/MS

ARTIGO / BRASIL!!! “Quando Desistir Não é apenas uma Opção”. Para onde estamos indo?

Claudinei Poletti / Advogado

Levanta a mão quem nunca pensou em desistir ou que, não apenas pensou, mas
acabou desistindo de alguma coisa ou de algumas coisas. Desistir de um projeto, de
um sonho (sim, são coisas diferentes) ou “desistir de tudo”.
Então lá vai: neste momento, para a humanidade, desistir não é uma
opção, ainda que, por vezes, pareça ser o mais sensato a se fazer.
Vamos retroagir cinco anos, somente. 21 de agosto de 2016. O Brasil
estava a apenas alguns dias de desalojar em definitivo uma “presidenta
incompetenta”, mas já sabíamos o resultado. Vale ressaltar que foi a única
“presidenta” e, com certeza, a mais “incompetente” da história do país, ao menos até
então.


Se há apenas cinco anos alguém dissesse que hoje estaríamos
convivendo com uma pandemia, um século depois da “gripe espanhola”, e que esta
pandemia acirraria ainda mais os ânimos entre lados diferentes do espectro político
mundial, fazendo com que “líderes” das maiores potências econômicas do mundo
colocassem vidas em segundo plano para fazer valer suas posições
político/ideológicas, você acreditaria?


Mais. Se te contassem que, depois da queda do muro de Berlim e o
consequente fim da guerra fria, voltaríamos a dizer que o comunismo ameaça voltar
e que, para combatê-lo, cogitaríamos a instalação de novas ditaduras, seria crível?
Se dissessem que a China anteciparia em alguns anos, ou décadas, seu
inevitável domínio sobre o ocidente e que faria isso sem usar sequer uma bomba ou
míssil, o que você diria?


Por fim, se te falassem que os maiores sucessos da música brasileira
seriam Annita, Luiza Sonza e uma série interminável de MCs? Isso, por si só, seria
motivo para desistir, mas não podemos, como já disse antes.
Comecemos pela China, antes que alguém diga que em 2016 ela tinha o
mesmo poderio que tem agora. Isso é fato. Não se discutir isso, ter isso escancarado
para o mundo, incontestado, ao ponto de fazer com que o ocidente se prostrasse, é
que não era fato à época.


Há controvérsias? Sim. Tanto que um certo presidente tupiniquim, quando
tem arroubos de grandeza (ou seja, todos os dias), diz que vai acabar com isso. Mas
o fato é que nem Trump, nem Biden conseguiram colocar Xi Jinping no “seu devido
lugar”. Os USA, que ainda são oficialmente a maior potência mundial, estão tentando
conter os chineses, impondo restrições internas, sem, obviamente, acabar com as
transações comerciais, não por vontade, mas por necessidade.
Na surdina, mineiramente, os “xing ling” vão controlando a aldeia terrestre.
Aceitar e se adaptar a isso é uma necessidade, entregar as principais riquezas do
país, uma opção indigna.


E o vírus? Já se sabe que é mutante, muda mais que um ex-presidente
que já disse ser uma metamorfose ambulante (copiando a grande Rauzito). Começou
como sindicalista combativo, depois moderado, paz e amor e agora, sedento de
vingança, pelas “injustiças” que o malvadão do Moro cometeu com ele.
Novas cepas surgem todos os dias e quando parece que tudo vai
normalizar, algo novo acontece e voltamos à estaca zero, ou quase isso. Alguém
acreditaria que os americanos padeceriam de novo surto da Covid porque muitos se
negam a tomar vacina? Sim, estamos falando da nação mais evoluída do mundo, não
de um país dos confins da África.


A tudo isso, acrescente-se a incrível conjunção de “líderes” ruins ou
péssimos ou piores que péssimos. Na segunda Guerra, a União Soviética tinha o
ditador sanguinário Stalin como líder. Agora, o que sobrou dela, tem Putin, que, se
pudesse, seria tão ou mais sanguinário que o mestre. Enfim, do lado de lá da cortina
de ferro o que era ruim, permanece ruim.


A Inglaterra, por outro lado, que era liderada por ninguém menos que
Winston Churchill, hoje tem Boris Johnston, cujo maior feito seria conseguir pentear
o cabelo. Enquanto Churchill, ao assumir o comando do Reino Unido, disse: “só tenho
a oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor” e ofereceu isso e muito mais aos
britânicos e ao mundo, sendo o grande mentor e executor da derrota de Hitler, sobre
quem, a propósito, disse que se aliaria ao diabo, caso Hitler invadisse o inferno, Boris,
além do “papelão” no início da pandemia, disse que trabalharia com o Talibã, se
necessário. Não inventaram uma métrica para mensurar a diferença.


A França, que já teve o General Charles de Gaulle, agora contenta-se com
Macron, aquele que pensa que a soja brasileira é produzida na amazônia. Quem será
que disse isso a ele? Tenho palpites: ou foi a Gisele Bündchen, o Wagner Moura ou
o Caetano Veloso.


Os Estados Unidos, na segunda guerra tinham Rooseveld, que anos antes
colocara em prática o New Deal, responsável pela superação da grande depressão
de 1929, hoje têm Biden, que após uma desastrosa retirada das tropas americanas
do Afeganistão, ainda disse que não pode garantir a retirada dos americanos que
ainda estão lá, ou seja, mandou um fu* ao seu próprio povo. Vale lembrar que o
fim da guerra fria teve como principal responsável outro presidente americano, o
maior no pós-guerra, Ronald Regan, que foi para a Alemanha, dois anos antes de
derrubar o muro e falou: “Sr. Gorbachev, abra este portão; Sr. Gorbachev,
derrube este muro!”. Não há como estabelecer as diferenças. Parecem seres de
mundos diferentes.


Ao menos no quesito “líderes”, não passamos tanta vergonha, vez que não
tivemos nenhum expoente no âmbito mundial no pós-guerra e assim continuamos,
sem ninguém de expressão. “Chupa”, resto do mundo.
Enfim, pensando em tudo isso e no que está por vir (o molusco-presidiáriopresidente, por exemplo), seria normal que a humanidade pensasse em desistir ou fazer algo do tipo: reseta e começa de novo, não deu certo.
Mas essa, definitivamente, não é uma opção. Por isso, é preciso que a
resiliência seja mais uma vez a palavra de ordem. É só mais um ciclo, ruim, mas
passageiro.
E a música? Felizmente tem o You Tube, essa invenção capitalista, que
pode ter alçado a Luiza Sonza ao status de celebridade, mas que ainda permite
assistir ao bom o velho Rock N Roll. Vai um show do Kiss aí?

Claudinei Poletti / Advogado

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