Chapadão do Sul/MS

Polícia Militar deverá entrar em greve em Chapadão do Sul. Aquartelamento será em todas as cidades

Descontentes com a proposta de reajuste salarial do governo estadual, os soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros decidiram pelo aquartelamento. Dois policiais militares de Chapadão do Sul participaram da reunião da categoria e já estão voltando para o município. Amanhã (terça-feira) será feita uma reunião dos soldados da PM e Bombeiros para decidir os caminhos do movimento. A Polícia Civil já está de ?braços cruzados? e até mesmo uma prisão em flagrante foi recusada na manhã de sábado. Com a adesão da PM a situação ficará caótica em todas as cidades sul-mato-grossenses.

A crise institucional é deflagrada num dos momentos mais violentos do perímetro urbano de Chapadão do Sul e da região. No final de semana um jovem foi assassinado e uma mulher estuprada na cidade. Estas duas ocorrências são tidas como gravíssimas e cabe lembrar que dezenas de outros delitos como furtos, roubos, agressões, violência e tráfico de drogas já fazem parte da rotina. Como o governo do estado não mostra preocupação com a combalida segurança pública os policias ?lavaram as mãos?

Na assembleia geral hoje à tarde, convocada pela ACS/MS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), os militares rejeitaram o reajuste de 7% neste ano, e suspendem as atividades nas ruas a partir de amanhã. Também nesta terça os militares vão realizar protestos às 8h, e pedir apoio dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, além de explicar para a população o motivo do aquartelamento. Os cerca de 4 mil cabos e soldados ficarão nos quartéis de origem.

A decisão foi tomada depois dos cabos e soldados rejeitarem proposta do governador André Puccinelli (PMDB), que oferecia aumento de 7% em maio, 8% em maio de 201º e 20% em dezembro do próximo ano. O novo cronograma de pagamentos anteciparia a integralização do reajuste pleiteado pela categoria, que pede aumento de 20% para corrigir a defasagem salarial.

Ao fazer a primeira proposta, o governador foi criticado por ?jogar? a responsabilidade de cumprir o compromisso com os servidores estaduais para o próximo chefe do Executivo estadual. A proposta foi recusada, segundo o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva, porque, além de o impacto nos cofres do Estado continuar para o próximo governador, o aumento proposto não atende às necessidades dos 4 mil cabos e soldados.

“De qualquer forma, ficará para o próximo governador, porque o primeiro pagamento corrigido só vai sair em janeiro de 201º?, explica. Com a recusa, haverá o aquartelamento, movimento no qual os policiais não saem dos quartéis para atender ocorrências. (redação e Midiamax)(Foto arquivo)

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