Chapadão do Sul/MS

Oferecer balas como troco é crime. Falta de moedas preocupa comerciantes de Chapadão do Sul

Moedas ?praticamente? sumiram dos estabelecimentos comerciais de Chapadão do Sul e transformaram-se em artigos de luxo. Sua escassez chamou a atenção das pessoas que usam cofrinhos para guardá-las e criou o mercado de ?venda de moedas? com ágio de pelo menos 1º% na troca por cédulas. A cobrança colocou a antiga relação de amizade com o dono da loja em segundo plano e tornou-se um negócio lucrativo. Os empresários contestam a legalidade da operação e alegam prejuízos no caixa para atender a demanda por troco. A tentativa de eliminar o intermediário com balas não deu certo porque acabou ?azedando? a relação com alguns clientes.

A falta de moedas é um problema tanto para os lojistas quanto para o consumidor. A troca delas com um ágio de 1º% é considerado crime de agiotagem ou até mesmo extorsão caso o comerciante faça uma denúncia na Delegacia de Polícia de Chapadão do Sul. A informação é de fontes policiais que também acompanham o caso e esperam apenas uma denúncia para agir. Já os empresários ficam na saia justa de tentar fazer a troca por células sem pagar ágio e ainda manter o contato caso falte troco novamente.

A corrida diária por moedas criou novos hábitos nas relações comercias em Chapadão do Sul e vale apelar ?para todos os santos?. Nas segundas-feiras muitos empresários buscam o auxílio da igreja católica que troca moedas e notas de R$ 2000 com quem chegar primeiro. Cerca de R$ 400,00 são injetados no comércio local semanalmente. Técnicos destacam que à economia estável é o fator que incentiva o consumidor a guardar moedas em cofrinhos para economizar ou até mesmo colecionar. Este comportamento tira o produto de circulação.

OFERECER bala é crime – A escassez de moedas faz surgir a prática ilegal do uso de balinhas como parte do troco. Caso o comerciante queira ?empurrar” as famosas balinhas como troco estará incorrendo em uma prática abusiva, transformando a negociação em uma venda casada, atitude condenada pelo Código de Defesa do Consumidor. Ao agir dessa forma, o estabelecimento está ferindo o CDC, pois a atitude leva o consumidor à desvantagem de mercado.

Além disso a bala caracteriza enriquecimento ilícito no caso de acontecer com frequência ou em grande proporção, pois o estabelecimento estaria lucrando indevidamente a custa do patrimônio alheio do consumidor. Balinha e a venda de moedas são crimes cometidos de forma velada todos os dias em Chapadão do Sul e no Brasil.

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