A colisão entre duas motos na rua Brasil era tido como rara até às 20 horas desta sexta-feira quando a BIZ HSP-44720conduzida por Angélica dos Santos Silva e a CB HTU-1º97 pilotada por Valdecir Barbosa Silva se encontraram. Silva seguia no sentido Chapadão do Sul/Costa Rica e Angélia em direção ao Sindicato Rural e ocuparam o mesmo espaço na frente da Vietmano. A diferença de peso e potência entre os dois veículos pode ser mensurada pelos ferimentos nas duas vítimas
Angélica dos Santos Silva foi hospitalizada com fratura num dos dedos da mão direita, ferimento na região da tíbia e escoriações. Seus chinelos ficaram jogados no asfalto. Ela recebeu os primeiros socorros ainda na pista por soldados do Corpo de Bombeiros antes de ser transportada.
Já Valdecir Barbosa Silva sofreu escoriações no braço esquerdo por onde sangrou muito. Segundo ele Angélica trafegava no sentido contrário e ficou desestabilizada após passar sobre um quebra molas existente no local. A versão dela não foi registrada por sua impossibilidade de falar. Nenhuma das vítimas corre risco.
MOTOS MATAM ? O Mapa da Violência no Brasil, documento elaborado pelo sociólogo Júlio Jacobo, do Instituto Sangari, constatou que em cada três acidentes de trânsito com mortes registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 201º, um envolve motociclistas. Para Jacobo, a tendência é de o número de mortes envolvendo motociclistas continuar crescendo, e de forma acelerada, tendo em vista a facilidade (crédito) para comprar uma moto e a necessidade urbana.
O autor do levantamento destacou que a fiscalização dos órgãos de segurança é mais efetiva em relação aos veículos de quatro rodas. Durante a última década, o número de automóveis em circulação mais que dobrou (1º8%), mas as mortes em acidentes envolvendo os ocupantes de automóveis cresceram 720. De acordo com a análise de dados, o risco de morte em automóvel caiu 46 pontos porcentuais no período.
O Instituto Sangari, por meio do documento Mapa da Violência, mostra ainda que de 1º98 a 2008 as mortes em acidentes envolvendo motos passaram de 1247 para 8.939. O levantamento foi feito com base em certidões de óbito de todo o país. O sociólogo aponta que a vulnerabilidade dos motociclistas é de tal nível que sua letalidade em acidentes chega a ser 1º vezes maior que a dos ocupantes de automóvel. (chapadensenews e Agência Brasil)



