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A morte brutal do cão chamado Orelha, vítima de crueldade, gerou comoção nacional e mobilizou protetores e moradores de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, para uma manifestação que cobra justiça e leis mais rigorosas contra os maus-tratos a animais. Muitos cães e gatos – também são maltratados com frequência em Chapadão do Sul. Morrem nas ruas sendo devorados por larvas, um fim silencioso e doloroso. Alguns são envenenados ou atropelados . Este triste cenário não tem dados estatísticos numa cidade com centenas de animais nas ruas. Há registros de tutores que colocaram seus pets para fora de casa porque estavam com bicheira. Não seria mais justo tratar?
O caso do Orelha ganhou grande repercussão nas redes sociais e transformou o cão Orelha em um símbolo da luta contra a violência animal no Brasil. A indignação une protetores independentes, ONGs e moradores da cidade em um movimento que pede responsabilização e mudanças efetivas.
O crime, atribuído a um grupo de adolescentes e marcado por desdobramentos como tentativas de coação de testemunhas e suspeita de novos atos de crueldade, gerou diferentes campanhas nas redes sociais, que ganharam a adesão de famosos. O tema também mobilizou políticos da esquerda à direita e ativistas, que defendem mudanças na lei e maior rigor do Judiciário na aplicação das penas. Dois suspeitos foram teriam ido para Disney até as coisas esfriarem
Manifestação pacífica será neste domingo em Chapecó

Diante da comoção, entidades de proteção animal e voluntários organizam uma manifestação pacífica neste domingo (1º), no Ecoparque, em Chapecó. O ato tem como objetivo cobrar justiça pelo caso Orelha e defender punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais.
A mobilização está marcada para as 17h, com concentração na entrada do parque pela avenida Getúlio Vargas. A orientação dos organizadores é que os participantes levem cartazes e, se desejarem, compareçam com seus animais, sempre respeitando o bem-estar dos pets.
“O caso do Orelha representa muitos outros invisíveis”, diz voluntária
A voluntária da ONG Mais Vira Lata, Adriele Martini Perusso, afirma que a manifestação pede justiça não apenas pelo cão Orelha, mas por tantos outros animais vítimas de violência que nunca tiveram seus casos investigados.
“Nosso inimigo é um só: quem maltrata e abandona os animais. É muito importante que a sociedade não direcione raiva a protetores, políticos ou órgãos públicos, que estão ali para fazer a diferença, mas que nem sempre conseguem fazer tudo.”
Durante o ato, também será lançado um abaixo-assinado on-line para defender a implementação de uma delegacia especializada na proteção animal em Chapecó.
Segundo Adriele, a medida seria um avanço importante para o município. “Esse seria um passo muito importante para a cidade.”
Além de punições mais severas, o movimento defende mais fiscalização, políticas públicas de proteção animal e agilidade na apuração das denúncias. Os suspeitos de terem matado o animal (redação e oglobo)



