Chapadão do Sul/MS

Menor que furtou no quartel da PM tentou renovar guarda-roupa com cartão furtado em Chapadão do Sul

J.R.V. (1º) é o nome do menor infrator suspeito de ter entrado numa residência da Avenida Rio Grande do Sul e furtado uma carteira com R$ 200,00, o cartão de crédito e a senha escrita num rascunho. Apesar da idade o menino é um ladrão que já fica bem à vontade dentro do quartel da Polícia Militar e nem se constrange quando colocado na frente da vítima. Ele é o mesmo jovem encaminhado pelo Poder Judiciário para cumprir pena sócio?educativa fazendo faxina no quartel. Na primeira oportunidade invadiu o dormitório e furtou R$ 12,00 do bolso da farda de um PM.

Durante a elaboração do Boletim de Ocorrência a Polícia Militar observou que pelo menos cinco estabelecimentos comerciais efetuaram transações no cartão furtado pelo menor. Num deles foi descontado apenas um refri e salgado. Um menino mal arrumado, fazendo compras com um documento que não era seu deveria ter sido notado pelos atendentes das lojas. O titular do cartão foi orientado a ingressar judicialmente com o pedido de ressarcimento.

O técnico agrícola Paulo Cesar Borges notou que alguém tinha entrado em sua casa e pego a carteira na noite de ontem. Já na manhã de hoje J.R.V. estava na rua ansioso para usar o cartão furtado e gastar o dinheiro que o titular ganha de forma suada. Ele foi descoberto porque uma atendente percebeu o golpe e avisou o dono do cartão. Borges foi informado da característica do menino e logo o encontrou nas proximidades da caixa Econômica Federal, onde pretendia se ?esbaldar? com o dinheiro do trabalhador.

O jovem ladrão comprou um celular de marca que nem todos os trabalhadores conseguem adquirir, bonés, chinelos, cigarros, controles de videogames. O dono do cartão teve um prejuízo de cerca de R$ 1º5 mil. Ele foi entregue na Delegacia de Polícia juntamente com os objetos. J.R.V. estava tranquilo, como se os fatos contra ele fossem normais. Se limitou em dizer que achou a carteira na rua, mas não justificou a tentativa de comprar objetos com o dinheiro alheio.

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