Chapadão do Sul/MS

INTERNAUTA está mais perto de nós que imaginamos

Carla Prates comenta matéria sobre “Trabalho escravo em fazendas”

Olha César! Isso está mais perto da gente que você imagina, muitos acham que o trabalho escravo se resume apenas àquele regime em que as pessoas viviam presas em senzalas, ou mesmo apanhavam; mas a realidade hoje é a do cara que, no desespero, ou sendo enganado por um “gato” acaba aceitando empregos em regiões distantes e que dificultam sua saída ou volta pra casa. Já ouvi relatos de moradores de rua que, não tendo como voltar pra casa, fogem das fazendas e passam a viver na rua, na esperança de um dia conseguir voltar pra casa.

Mas uma vez na rua, acabam se viciando e perdendo todas as suas referências anteriores. As pessoas não têm ideia do que está acontecendo à nossa volta, se olhassem mais de perto veriam “grilhões” no pescoço de muita gente e mais ainda, veriam que muitas entidades, fazendas, empresas se aproveitam se situações de desespero para escravizar pessoas.

O escravo moderno é aquele que recebe um salário inferior àquilo que foi combinado e que, na precisão de sobreviver, é induzido a comprar mantimentos e ferramentas para poder continuar trabalhando e sobreviver. Escrava é a doméstica que tem um regime de trabalho absurdo e mal recebe por oito horas de trabalho diário. Escravo é o sujeito que trabalha nenhuma empresa, em troca de “caridade” e cuidados, sem receber um centavo que seja pelo que produz. Basta olhar e veremos.

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