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Um internauta gravou menores destruindo bancos e placas da praça do Liive. Vandalismo puro numa cidade considerada o carro-chefe da economia da região, marcada pelo desenvolvimento em vários setores e com vários programas sociais que buscam melhorar a a qualidade de vida da população. Neste contesto tem pessoas que parecerem que estão num universo paralelo onde depredar e destruir cria – aparentemente – uma sensação de prazer
A depredação de praças e espaços públicos por menores de idade é um fenômeno complexo, impulsionado por uma combinação de fatores sociais, psicológicos e comportamentais. Embora muitas vezes seja visto apenas como vandalismo, estudos indicam que as causas vão além da simples intenção de destruir, incluindo tédio, busca por pertencimento e revolta.
- Tédio e busca por diversão (Hedonismo): Muitos atos de vandalismo ocorrem por falta de opções de lazer ou para “fugir do tédio”, encarando a destruição como uma forma de brincadeira ou entretenimento.
- Sentimento de não pertencimento: A falta de identidade com o espaço público faz com que jovens não cuidem do ambiente, sentindo-se distantes da praça ou não a reconhecendo como parte de sua comunidade.
- Fragilidade familiar e falta de limites: A ausência de monitoramento dos pais, vínculos afetivos fracos e falta de educação com limites claros facilitam comportamentos subversivos.
- Influência de pares e busca por aceitação: O desejo de se afiliar a um grupo pode levar ao comportamento de “maria vai com as outras”, onde o adolescente participa da depredação para ser aceito.
- Vulnerabilidade Social: Desigualdade social, desestrutura familiar e envolvimento com drogas funcionam como “mola propulsora” para a delinquência juvenil, incluindo a depredação.
- Revolta e expressão: Pichações e destruição podem ser formas ineficientes e agressivas de expressar revolta contra a sociedade, a escola ou a falta de oportunidades.
- Uso inadequado e irresponsabilidade: Muitas vezes, brinquedos e equipamentos são quebrados por mau uso, como crianças ou adolescentes utilizando brinquedos infantis que não suportam o peso deles.
Exemplos de depredação:
O vandalismo frequente inclui a quebra de bancos, balanços, aparelhos de academia ao ar livre, pichações e a destruição de paisagismo, muitas vezes ocorrendo logo após a revitalização da praça pela prefeitura.




