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Após mais de 15 anos engavetado, finalmente o projeto do Tiro de Guerra sairá do papel para a instalação de uma unidade em Chapadão do Sul. Na quarta-feira o prefeito Walter Schlatter receberá no gabinete o general de brigada Jason Ferrari Risso e o tenente-coronel Rodrigo Artur Costa Ribeiro da 9ª Região Militar de Campo Grande. Este assunto foi mote de campanha de Schlatter e do Defensor Ernany que também foi militar. O tema vem sendo defendido há anos pelo secretário da JSM (Junta de Serviço Militar) 168ª, Valdir Pivatto.
Schlatter assumiu este compromisso caso fosse eleito prefeito de Chapadão do Sul e agora terá oportunidade de cumprir a proposta que defendeu . Segundo ele o Tiro de Guerra será um ganho para a cidade. Neste cenário também será incluído a incrementação e retomada do Proerd e Escola Cívico Militar.
Já o Defensor Ernany foi militar graduado e destacou que o projeto Tiro de Guerra é uma iniciativa de grande magnitude para a sociedade sul-chapadense e da região para a elevação no nível de educação cívica militar e o sentimento de patriotismo na cidade. Enfatizou a importância aos jovens como a implementação de conceitos de disciplina, hierarquia e respeito que a juventude levará para o resto da vida.
O que é um Tiro de Guerra?

O Tiro de Guerra é uma instituição que resultou de uma parceria sólida entre o Exército Brasileiro, o Poder Executivo Municipal e a sociedade. Um exemplo dessa cooperação, é o fato de que, geralmente, o prefeito é o diretor do TG.
Sua origem remonta ao século XX, quando discutia-se a importância do Serviço Militar. Nesse momento, surge a figura de um dos maiores poetas brasileiros, Olavo Bilac. Por sua contribuição como defensor exímio do Serviço Militar obrigatório e dos Tiros de Guerra, o escritor foi consagrado Patrono do Serviço Militar.
Outro elemento relacionado à origem da instituição é o nome dado aos seus integrantes – atiradores. Essa denominação faz referência ao seu passado, pois antes o TG era denominado de Sociedade de Tiro.
Mais do que uma instituição militar, o Tiro de Guerra é um patrimônio da sociedade, uma vez que, além de permitir o cumprimento da Lei de Serviço Militar, também oferece ao jovem do interior a oportunidade de servir à Pátria e contribuir na defesa de seu país.
O que é feito no Tiro de Guerra?
O Tiro de Guerra é responsável pela formação dos atiradores (soldados) e de cabos para o Exército Brasileiro, ambos de 2a categoria, ou seja, reservistas.
Essa instituição militar possui uma função muito semelhante a dos quartéis convencionais do Exército. Desse modo, atua na formação e na consolidação do civismo e da cidadania dos jovens voluntários.
No TG são ministradas diversas instruções militares que permitem aos seus integrantes a preparação básica para se tornarem reservistas. Contudo, esses treinamentos são menos intensos do que os que ocorrem no período básico militar convencional.
Outra peculiaridade é relacionada ao tempo de duração do período básico. Enquanto nos demais quartéis o recruta recebe todas as instruções iniciais em 3 meses, o atirador do TG leva 1 ano para completá-las.
Esse fato ocorre devido à diferença de carga horária que existe entre os Tiros de Guerra e os quartéis convencionais. Enquanto no TG o tempo é de 2 horas por dia, no Serviço Militar convencional o curso acontece em sistema de internato.

O que é preciso para ingressar no Tiro de Guerra?
As condições necessárias para ingressar nos Tiros de Guerra são as mesmas da Lei de Serviço Militar nos quartéis convencionais. Portanto, devem alistar-se. Além disso, é concedida a dispensa do serviço militar obrigatório em três situações, são elas:
Declaração de invalidez;
Comprovação de que é o único responsável pelo sustento familiar; e
Excesso de contingente.
O último caso é mais comum em quartéis convencionais, devido ao grande número de conscritos.
É obrigatório?
O TG não é obrigatório. Por outro lado, o Serviço Militar é e pode ser realizado de diversas formas, seja em Tiros de Guerra ou em quartéis convencionais.



