Chapadão do Sul/MS

TERRA de criar “raízes”.  Vinda da UEMS sai do papel para colocar Chapadão do Sul em outro patamar destacou Krug   

       A história acadêmica  de Chapadão do Sul fez uma “viagem no tempo” e foi resgatada na noite de ontem durante a reunião que tratou da implantação do polo da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) na cidade. O município será o 29º de MS com uma unidade que somará com a Fachasul / Unopar / Ceprosul e a UFMS na formação de pessoas. É uma antiga reivindicação que começou com o vereador André dos Anjos, teve o aval do prefeito João Carlos Krug, o apoio político do deputado estadual Paulo Correa, e dos Federais Dagoberto Nogueira e Beto Pereira.

O caminho mais difícil já foi percorrido através do prestígio político dos envolvidos para que o projeto finalmente saísse do papel. Articulações importantes – sem entraves – como a doação do terreno pela prefeitura, emendas parlamentares  para a destinação de verbas e a autorização do Governo do Estado foram praticamente definas durante a “audiência” com representantes das bancadas estadual, federal e autoridades municipais ontem. Pessoa ligadas à educação e futuros acadêmicos estiveram presentes num dos encontros mais importantes rumo à consolidação do polo universitário em Chapadão do Sul.

A saga de trazer a primeira faculdade para Chapadão do Sul começou  com o mantenedor da Fachasul, professor Wilton Paulino, e o prefeito João Carlos Krug há 22 anos. Na época pegar a estrada até Cassilândia ou Paranaíba em busca do sonho do diploma de curso superior era uma tarefa hercúlea. Não havia plano do Estado de expansão para novos campus no interior.  A Fachasul abriu o caminho para esta realidade que passa a ter nova formatação  com a vinda da UEMS.

O presidente da Câmara de Vereadores – apesar de debutante na política – teve papel fundamental neste novo momento. Na gestão passada ele entrou em contato com o deputado Dagoberto Nogueira sobre o interesse pela criação do campus. Com a posse do novo reitor,  Laércio Alves de Carvalho, recomeçaram as articulações para o andamento do Projeto UEMS. Ele e  o prefeito foram a campo Grande falar com o reitor e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Correa. O encontro de ontem foi apenas para oficializar a vinda definitiva da universidade.

Já o prefeito João Carlos Krug destacou que as universidades não são concorrentes, mas parceiras na busca do desenvolvimento econômico, social e científico. Lembrou que em 2000 a UCDB, Uniderp, UEMS e UFMS disseram não a Chapadão do Sul. A Fachasul começou então e escrever a história acadêmica do município numa escola municipal antes de ter a sede própria. No mesmo local foram abertos dois cursos da UFMS, dando início ao processo que conhecemos com a vinda de centenas de alunos de fora para estudar em Chapadão do Sul.

Mais cursos atraem pessoas que acabam se fixando como mão de obra qualificada em Chapadão do Sul, uma cidade que cresce cerca de 12% ao ano. Quando o novo campus estiver concluído o município deverá ter cerca de mais 15 mil novos habitantes. “Um lugar para criar raízes” foi uma das definições de Krug diante na nova realidade que se horizonta na área acadêmica. Segundo ele Paulo Correa e Dagoberto Nogueira foram os políticos que acreditaram nesta ideia.

Paulo Correa destacou que o Ex-Governador Pedro Pedrossian criou a UEMS para interiorizar o desenvolvimento. Reinaldo Azambuja deu continuidade neste projeto com o apoio das bancadas Federal e Estadual. Uma consulta técnica com a população definirá o perfil dos cursos a serem implantados em Chapadão do Sul. Com um dos dos maiores IDHs de MS, o município tem muita afinidade com um polo universitário, destacou o deputado. Segundo ele deixar os municípios crescerem de forma autônoma é um dos principais metas de governo de Reinaldo Azambuja.

Para o reitor da Campus da UFMS, Kleber Gastaldi, uma nova universidade não está relacionada à competição acadêmica, mas colocará Chapadão do Sul e região um passo à frente no Centro Oeste Brasileiro. Trata-se do crescimento sem sombreamentos, mas em regime de parceria  cientifica, enfatizou Kleber. Segundo ele a UFMS tem alunos das cinco regiões do Brasil estudando na cidade. Muitos formam famílias e acabam se fixando como mão de obra qualificada no município. Em 2006 o curso de Agronomia começou a se consolidar  antes da implantação com sucesso reconhecido nacionalmente da Engenharia Florestal em 2012   

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