Chapadão do Sul/MS

PROTOCOLO de atendimento a autistas é pauta no Corpo de Bombeiros. Chapadão do Sul está á frente em políticas públicas a este público

      Chapadão do Sul é uma das cidades que está pautando importantes ações de proteção das pessoa com transtorno do espectro autista (Ciptea).  A Câmara de Vereadores aprovou projeto de lei nº 59, de autoria do presidente da Mesa Diretora, vereador André dos Anjos, que dispõe sobre a criação da carteira de identificação da pessoa com transtorno do espectro autista (Ciptea). Também foi criado a Semana do Autista. Agora o Governo do Estado promoveu o Seminário  sobre o novo protocolo de atuação em caso de acidentes, incêndios ou socorro para este público.  

A intenção é fazer esta discussão em conjunto, se aproximar deste público e promover a integração, para discussão de um protocolo de atendimento diferenciado. O Corpo de Bombeiros já começou a colocar em prática, fazendo este treinamento dos profissionais, pois a abordagem precisa ser específica, destacou o aspirante a Oficial, Max Souza Tosta, coordenador do evento.

Ele explicou que a abordagem a pessoa com autismo deve ser diferente. “Por exemplo se ela tiver perdida, não adianta usar megafone, assim a pessoa não vai querer ser vista. Em caso de incêndio, o autista busca se esconder e não fugir do local. Em acidentes tem que evitar sirenes e muito barulho, a pessoa pode entrar em uma crise, principalmente se tiver machucada”.

Para melhorar este atendimento o Corpo de Bombeiros de MS consultou outros estados que já possuem protocolo específico, como em Santa Catarina, que já existe para Polícia Militar. “Este documento inclusive foi referência para outros estados do Sul. Nós já estamos há um mês realizando este procedimento”.

Max Souza disse que a intenção é que o protocolo seja discutido depois na Polícia Militar e que a intenção do Corpo de Bombeiros é estender novos estudos em relação a outros públicos que precisam de atendimento diferenciado. “Abordagens específicas às pessoas com deficiência visual, surdos-mudos e outras pessoas que possuem alguma deficiência”.   

Questões relacionadas ao aspectro autista já resultaram em outras pautas na Câmara de Vereadores de Chapadão do sul do Sul. Os vereadores Marcelo da Costa e Vanderson Cardoso, autor do Projeto de Lei nº 08/2021 que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos com estampido no município. O fim deste barulho também traria  alivio à população canina da cidade. Muitos animais desaparecem e não são mais localizados pelos durante a pirotecnia de natal, ano novo e outros eventos comemorativos.

Já as pessoas om autismo são afetadas e sofrem convulsões  devido à hipersensibilidade sensorial aos estímulos do ambiente. Um latido de cachorro ou uma buzina de caminhão também afetam e causam pânico neste público. O assunto não é novidade e sempre dividiu opiniões. Várias cidades brasileiras já deram os primeiros passos nesta direção e conseguiram o apoio dos prefeitos como em Campo Grande onde fogos de artifícios sejam proibidos em eventos promovidos pelo município através de decreto.

Foto https://vitoriaespacopsicopedagogico.com / setebarra.com.br

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