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A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal do Brasil, deflagrou a Operação Rota Clandestina, com o objetivo de desarticular organização criminosa dedicada à importação ilegal de cigarros provenientes do Paraguai para comercialização em território nacional.
Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão — sendo 13 em Campo Grande/MS e 1 em Santa Luzia/MG —, além de 5 mandados de prisão preventiva e 5 medidas cautelares de monitoração eletrônica. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.
A investigação contou com integração entre os órgãos envolvidos, a partir do compartilhamento de informações e da atuação coordenada, o que possibilitou a obtenção de resultados operacionais relevantes.
Os elementos informativos indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, realizando operações ilegais de remessa de valores ao exterior (dólar-cabo) para pagamento de fornecedores no Paraguai, além de ocultar patrimônio em nome de terceiros.
Em tese, as condutas investigadas caracterizam os crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O nome da operação faz referência ao uso de rotas alternativas e meios clandestinos empregados pelo grupo para internalizar os cigarros no país e distribuí-los para outras unidades da federação.


