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Capturada após ataque fatal a caseiro, a onça responsável pela morte de Jorge Ávalo foi transferida para outro Estado para prevenir possíveis retaliações vingativas que levassem à morte do felino. A decisão sobre a transferência do animal foi detalhada durante evento na Capital, realizado nesta quarta-feira (27), para discutir ações em torno de conflitos com grandes felinos.
Em sua participação no debate, o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Arthur Falcette, contou que o Governo do Estado previa que, se mantivesse o animal em Mato Grosso do Sul, comoções contrárias à decisão poderiam causar um atentado contra a vida da onça.
“Muita gente criticou a captura e, depois, a transferência da onça para outra região. Porém, o animal tinha uma simbologia muito forte, e a gente [Governo do Estado] sabia que meia dúzia de indivíduos ignorantes que estão espalhados por aí reagiriam a esse episódio”, disse o secretário-adjunto durante o evento.
De acordo com Falcette, era importante que o Governo do Estado mantivesse o foco em esclarecer o episódio, para demonstrar o porquê o ataque aconteceu e que não é comum ocorrerem ataques de onça contra humanos.
“A gente queria eliminar qualquer chance de animosidade. Se esse animal ficasse no Estado, no Pantanal ou em um recinto, poderia representar um risco ao animal e dificuldade nossa [Governo do Estado] de gerir este ambiente do ponto de vista da reação das pessoas com esse tema”, pontuou.
Diante da análise da situação do caso Jorginho, Arthur Falcette relatou no workshop que é necessário o diálogo com os produtores rurais que vivem próximos aos felinos, porque em casos como este é difícil identificar como o ‘homem do campo’ vai se comportar diante de um incidente deste tipo.
“As decisões são complexas, às vezes não temos muito tempo para decidir, e são difíceis de tomar. Avaliar a decisão depois que foi feita pode ser um erro muito grande, porque você não tem mais o cenário e o contexto de quando a decisão foi tomada”, complementou Falcette sobre as críticas de como o Governo lidou com o caso. (campograndenews)



