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Como seria o estado psicológico e emocional de um ser humano ao acordar e ver a casa vazia, sem a família?. Sua referência de vida muda repentinamente, sendo ocupada pelo vazio existencial. Guardadas as devidas proporções dois cães foram deixados à própria sorte e olhando o caminhão de mudança de seus donos sumirem no horizonte. Foram deixados para trás, sem comida, água e o carinho daqueles que amavam incondicionalmente. Caso pudessem expressar alguma frase certamente pensariam: “O que eu fiz e errado”?
Dois estão na frente da Escola Manoel de Barros. Todos os cinco abandonados pelas famílias que mudaram de endereço na cidade ou foram embora do Estado. Estes animais estão nas ruas, á espera de uma lar, uma pessoa que os ame. Só querem ser tratados com carinho e serem fiéis aos seus donos.

OSs três da capa estão na Av Rio Grande do Sul. Estes dois na frente da escola Manoel de Barros
Segundo especialistas um cão abandonado sente medo, confusão e ansiedade, manifestando estes sentimentos através de uivos, latidos, comportamentos destrutivos, automutilação e perda de apetite, que refletem um profundo trauma psicológico. A experiência pode levar à depressão, desconfiança e ao receio de ser abandonado novamente, especialmente em cães que já viveram situações semelhantes, exigindo um trabalho de confiança e acolhimento do novo tutor.
O abandono pode desencadear ansiedade de separação, que se manifesta com choro, latidos e uivos excessivos. Em alguns casos, o cão pode sofrer uma “depressão canina”, ficando abatido, perdendo o interesse por brincar e recusando até mesmo uma guloseima.
O cão não compreende porque foi deixado, o que aumenta a sua desorientação e sofrimento. O animal pode associar a presença do tutor a momentos de prazer, ficando triste e solitário com a sua ausência. Estarão nas ruas com fome, frio risco de envenenamento ou atropelamento, contaminação e disseminação de doenças



