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Em meio à epidemia que já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, Mato Grosso do Sul recebeu 20 mil doses da vacina contra a doença, enviadas pelo Ministério da Saúde. A estratégia inicial de vacinação abrange os municípios de Dourados e Itaporã.
O imunizante (IXCHIQ) passou pelos trâmites de armazenamento na Rede de Frio estadual e deve chegar às duas cidades ainda nesta sexta-feira (17), de forma simultânea.
A distribuição ocorrerá de maneira proporcional à população de cada município, considerando o menor contingente populacional de Itaporã. Além disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Coordenadoria de Imunização, ficará responsável pelo envio das doses, enquanto a aplicação será conduzida pelas secretarias municipais de Saúde, conforme as diretrizes estabelecidas.
Ana Paula Goldfinger, coordenadora de Imunização da SES, explica que a definição da estratégia segue critérios técnicos e a capacidade de organização da rede local.
“As doses chegam ao Estado e, após o armazenamento na Rede de Frio, encaminhamos aos municípios de forma simultânea. Dourados e Itaporã iniciam juntos essa estratégia, com divisão proporcional das doses. A execução da vacinação será feita pelos próprios municípios, conforme orientação do Ministério da Saúde”, afirmou.
Quem pode se vacinar?

A vacina contra a chikungunya é de dose única e indicada para pessoas com idade entre 18 e 59 anos. Em MS, a estratégia inicial abrange os profissionais de saúde e a população indígena, principal afetada pela epidemia.
Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, há restrições: gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula, não podem receber a vacina.
A definição do público-alvo e a condução da estratégia seguem as orientações do Ministério da Saúde.
MS concentra 63% das mortes
Mato Grosso do Sul lidera todos os números relacionados à chikungunya,
em comparação com os outros estados do país.
Com 201,2 casos por 100 mil habitantes, a incidência no Estado é 15 vezes maior que a média nacional, de 13,5. O Estado lidera o ranking de incidência desde o início do ano, seguido de Goiás (106,9), Minas Gerais (36), Rondônia (35,7), Mato Grosso (19,6), Tocantins (17,1) e Rio Grande do Norte (13,1).
Em todo o Brasil, há 19 mortes confirmadas, 12 somente em Mato Grosso do Sul — ou seja, 63% das mortes estão concentradas no Estado.
Além disso, o Brasil tem 28.888 casos prováveis de chikungunya, sendo 5.882 delas no Estado. Assim, Mato Grosso do Sul representa 20,3% do total nacional de casos prováveis.
O que é a chikungunya
A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde). (midiamax.com.br)



