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Os exportadores de Mato Grosso do Sul conseguiram compensar a queda de 9,06% na receita registrada com os principais produtos vendidos aos Estados Unidos nos primeiros nove meses deste ano, de janeiro a setembro, ao manter a China como principal destino e redirecionar embarques para outros mercados, como Itália, Argentina, Uruguai, Chile, Turquia e Argélia.
Reflexo do tarifaço norte-americano, iniciado em abril e agravado em agosto, a receita das exportações sul-mato-grossenses para os EUA caiu para US$ 426,187 milhões entre janeiro e setembro, 9,06% abaixo dos US$ 471,427 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Os dados constam do mais recente levantamento da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
A quantidade de produtos embarcados também recuou 18,2%, passando de 583,341 mil toneladas para 477,241 mil. Apesar de continuar sendo o segundo principal destino das exportações do Estado, a participação dos Estados Unidos nas vendas externas de Mato Grosso do Sul caiu de 6,02% para 5,21%.
Mesmo assim, o desempenho geral do comércio exterior do Estado foi positivo nos primeiros nove meses deste ano. Ou seja, as exportações totais cresceram 4,35%, somando US$ 8,172 bilhões, ante US$ 7,831 bilhões em igual período de 2024. O superávit da balança comercial estadual somou US$ 6,34 bilhões, alta de 10,84% sobre o mesmo intervalo do ano passado.
Retomada
Contrariando o tarifaço dos EUA, as vendas de carne bovina fresca – setor mais impactado pelo tarifaço do governo Donald Trump – embora seja o terceiro item da pauta exportadora do Estado – liderou a taxa de crescimento entre 10 segmentos pesquisados. A receita das exportações de carne superou a barreira bilionária ao totalizar R$ 1,3 bilhão, 47,7% acima dos US$ 880,7 milhões registrados entre janeiro e setembro do ano anterior. As exportações no período são lideradas pela celulose e soja, respectivamente.
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