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Após receber denúncias sobre peixes mortos no Rio Sucuriú no último domingo (01/03), a Polícia Militar Ambiental de Costa Rica (2º GPMA/4ª CIA) realizou, durante toda a segunda-feira (02/03), uma minuciosa fiscalização fluvial e terrestre para apurar as causas do incidente. As diligências percorreram pontos estratégicos entre os municípios de Costa Rica e Paraíso das Águas.
Diligências e Constatações
A equipe percorreu a calha do rio nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, além de vistoriar as grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho, não encontrando nenhum peixe morto no momento da fiscalização. Também foram inspecionadas propriedades rurais com lavouras às margens do rio, mas não foram detectados vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular.
Em contato com pescadores e ribeirinhos, a PMA confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares (das espécies Piau, Tubarana e Tucunaré) foram vistos boiando no dia anterior, mas o fenômeno cessou logo em seguida.
Possível Causa Natural: A “Decoada”
Análises preliminares indicam que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como decoada. Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025.
Apesar dos indícios de causa natural, a PMA mantém o monitoramento contínuo do trecho e já formalizou a comunicação ao IMASUL para que seja realizada a coleta e análise técnica da qualidade da água. A unidade permanece à disposição da comunidade para denúncias e informações através do WhatsApp (67) 3247-5871.

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