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MOBILIZAÇÃO da Saúde de Paraiso das Águas consegue vaga para cirurgia de Ruan (13). Caso mobilizou as redes sociais

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            Após grande mobilização da Saúde Municipal de Paraíso das Águas foi obtida a vaga para cirurgia do jovem Ruan (13). O caso também evidencia qualidade da rede local e limitações impostas ao município em procedimentos de maior complexidade. Um pedido de ajuda foi veiculado em redes sociais da cidade e região com uma Vakinha Eletrônica

O adolescente Ruan Guilherme Silva Pereira (13), morador do Assentamento Mateira, em Paraíso das Águas finalmente teve seu caso encaminhados após 22 dias de espera por uma vaga no Sistema Único de Saúde (SUS). Foi confirmada a transferência do jovem para Ponta Porã, onde será realizada a cirurgia no fêmur esquerdo. A cidade está localizada há  cerca de 600 quilômetros do município.

O secretário municipal de Saúde, Ueder Pereira de Paula (Angola), confirmou a informação e destacou que a administração municipal não mediu esforços para agilizar o atendimento, mesmo diante das limitações legais impostas aos municípios em casos de média e alta complexidade.

Município reafirma qualidade da saúde local e explica entraves legais

Durante o período de internação, Ruan recebeu atendimento contínuo e humanizado no Pronto Atendimento Médico (PAM) de Paraíso das Águas, evidenciando a qualificada estrutura municipal. Contudo, Angola reforçou que procedimentos como cirurgias ortopédicas pediátricas são considerados média e alta complexidade — modalidades cuja responsabilidade é exclusiva do Estado e da União, conforme determina o SUS.

O secretário lembrou que o município é proibido por lei de custear diretamente esse tipo de tratamento, exceto quando há ordem judicial determinando o pagamento.

“O município de Paraíso das Águas tem uma saúde básica de excelência e uma equipe altamente comprometida, como demonstramos neste caso. Mas precisamos que a população compreenda que não podemos, por vontade própria, pagar cirurgias de média e alta complexidade. Essa é uma atribuição do Estado. Ainda assim, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, dentro da legalidade”, explicou Angola.

Equipe do PAM foi essencial durante os 22 dias de espera

Angola fez questão de enaltecer o trabalho da equipe do Pronto Atendimento, que acompanhou o adolescente diariamente desde o início do caso.

“Quero agradecer profundamente à nossa equipe do PAM: Drª Gabrielly, Drª Bruna, Dr. Jonathas, Dr. Bruno, Dr. Hygor e Dr. Vinícius — com destaque aos médicos do PAM, que estiveram sensíveis à causa desde o primeiro momento. Eles garantiram todo o cuidado necessário e não mediram esforços para que o jovem fosse acompanhado com segurança até a liberação da vaga”, afirmou o secretário.

O município também será responsável pelo transporte do paciente até Ponta Porã e por todo o apoio logístico necessário à família.

O caso clínico

O adolescente sofreu um trauma doméstico e foi diagnosticado com epifisiolistese do colo do fêmur, condição que exige cirurgia de epifisiodese e fixação. O relatório médico, enviado à nossa reportagem, assinado pelo médico, Dr. Vinícius Guedes, alerta para risco de sequelas graves devido ao início do processo consolidativo do quadro, reforçando a urgência do atendimento por um especialista em ortopedia pediátrica e quadril.

Família buscou ajuda e agradece apoio

Durante a espera, a mãe do jovem, Rosineide Maria da Silva, procurou o BNC Notícias para relatar a angústia vivida pela família. Ela destacou que recorreu a todas as instâncias possíveis — Prefeitura, Câmara, Ministério Público e Judiciário — e agradeceu pelo suporte recebido da equipe municipal enquanto aguardava a vaga. (BNC)

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