Chapadão do Sul/MS

ITAMAR Mariani palestrou no 2º Congresso dos Municípios de MS. Secretário de Finanças e presidente do Confaz representou Chapadão do Sul

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            O secretário de Finanças, Itamar Mariani, foi um dos palestrantes no 2º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul representando Chapadão do Sul e o Confaz/MS (Conselho Nacional de Política Fazendária), entidade que é presidente. Ele é um dos principais especialistas em gestão pública de MS numa cidade que está à frente das demais quando o assunto é a aplicação de tecnologia como ferramenta de modernização dos serviços públicos voltados aos contribuintes e a população em geral. Vários municípios de MS visitam a prefeitura de Chapadão do Sul em busca de intercâmbio de novas tecnologias.

Itamar Mariani palestrou sobre Estrutura Administrativa, Planejamento Orçamentário, Planejamento Financeiro e o Fim de Mandato de uma gestão. O secretário está á frente da importante pasta de Finanças há 17 anos e 6 meses. Ingressou no mandado do prefeito João Carlos Krug em junho de 2002 É o maior conhecedor dos meandros da economia pública em Chapadão do Sul.  Sob seu comando a prefeitura modernizou e tornou-se referência estadual no uso de softwares na gestão pública

O 2º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul começou na segunda-feira (4). A passagem da crise financeira de 2023 foi relembrada na abertura do evento, bem como as parcerias possibilitadas na ação municipalista.

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir de Souza Júnior (PSDB), lembrou da criação do evento. “Esse é o segundo Congresso dos Municípios de MS, ele foi criado há exatamente um ano atrás, em um dos momentos mais difíceis que nós enfrentamos: a crise financeira”. Assim, destacou que o formato está diferente. “Neste ano em 2024, com um formato diferente, além do congresso, damos boas-vindas aos novos gestores”.

Já para o presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PP), os prefeitos devem se atentar aos gastos. “Essa é a essencial da gestão, vivemos agora um momento de festa, mas o grande segredo é uma linguagem bem simples: gastar menos com a máquina e mais com a população”, deixou a dica.   

Crise

Enquanto sete municípios passaram por crise em 2022, em 2023 o Estado teve 37 cidades no ‘vermelho’. Resultados primários do primeiro semestre de 2023 apontam que as prefeituras possuem 10% de crescimento de receita primária.

Contudo, houve aumento de 21% das despesas. Assim, os municípios possuem déficit de 61%. Por isso, os prefeitos se reuniram em 30 de agosto na Assomasul em mobilização nacional pela PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 25/2022 por um adicional de 1,5% no FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e liberação de emendas para mais de 2,6 mil cidades pelo governo federal.

O presidente da Associação explicou que os municípios ficam com as contas das folhas salariais, mas são os que menos arrecadam. Ou seja, o valor dos serviços aumentou por medidas federais, mas os municípios não arrecadam o suficiente. “Nós ficamos com a menor parcela do bolo tributário. São apenas 18% do que é recolhido dos impostos. 58% na União e 24% no Estado”.

“A gente vem pedir para que o governo federal pague as emendas parlamentares federais. Nesse mesmo período do ano passado, apenas 88 municípios não tinham recebido. Hoje são 2.600 que não receberam no Brasil. Queremos a antecipação das emendas previstas para outubro e, assim, conseguir pagar setembro para não pararmos os serviços”.

Ainda segundo o presidente da Assomassul, caso não tenha acordo, alguns serviços podem ser cortados por falta de verbas. “Teremos que ficar com o pé no freio, já que os municípios menores são mais dependentes do FPM e do ICMS”, disse

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