Chapadão do Sul/MS

ARARA-CANDINÉ – Ave que virou símbolo na Capital “manda” na paisagem urbana em Chapadão do Sul

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          Uma reportagem do portal campograndenews destacou a Arara-Canindé como ave símbolo da Capital. É a mesma espécie que apresenta excelente conectividade com a área urbana de Chapadão Sul. Há cerca de 8 anos o começo desta relação foi um pouco conflituoso porque elas estavam  furando as palmeiras plantadas pela prefeitura na avenida Onze. Para solucionar o problema caixas com ninhos artificiais foram construídas e instaladas no topo destas magnificas árvores. O problema foi solucionado  e – logo a seguir – os animais se proliferaram.

A população se acostumou com a presenças das araras e respeita seu espaço. É mais um atrativo natural que não passa despercebido entre as pessoas. A proibição da captura e o rigor da lei ajudou muito no aumento das aves no perímetro urbano. A multa é pesada a quem capturar estes animais silvestres.

A arara-canindé está presente do Panamá à Argentina, passando por países como Colômbia, Guiana, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai. No Brasil, está nas regiões Norte e Centro-Oeste, além de estados como Bahia, Minas Gerais e São Paulo. 

Conforme esclareceu o Instituto Arara Azul, ao contrário do que muitos imaginam, a espécie, cientificamente chamada de Ara ararauna, não está ameaçada de extinção. Os números explicam por que a ave chama tanta atenção: são mais de 400 ninhos cadastrados e mais de 1.200 filhotes marcados ao longo dos anos somente em Campo Grande.

Só no projeto Aves Urbanas já são mais de 350 ninhos naturais monitorados, a maioria instalada em troncos de cinco espécies de palmeiras mortas espalhadas por quintais, avenidas, calçadas e parques. Cerca de 54% ficam dentro ou próximos de áreas verdes

As Araras-canindé têm uma relação curiosa. A espécie é monogâmica, ou seja, passa a vida inteira com o mesmo parceiro – característica de alguns psitacídeos, grupo de aves da qual fazem parte esse tipo de arara e papagaios

Por isso, geralmente, a Arara-Canindé é vista em dupla em voo ou em descanso na copa das árvores. Mesmo quando formam bandos maiores, a espécie prefere ficar ao lado do seu par.

A escolha do parceiro se dá por um fator especial: a capacidade do macho de defender o ninho, proteger a fêmea e os filhotes. Mas, se engana quem pensa que não há divisão de tarefas.

O romance entre as Araras-canindé fica mais evidente quando a fêmea está prestes a ter o filhote. Nos cerca de 20 dias de choca, o macho fica responsável por trazer o alimento enquanto a fêmea protege o ninho.  

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