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Os amigos mais próximos do radialista Fernando de Brito sabem que ele é muito emotivo. Falar sobre sua falecida mãezinha ainda é um assunto que mexe profundamente com seus sentimentos existenciais e sua relação com o mundo que apenas ele conhece. Era a pessoa que mais amava e com a qual tinha profunda sintonia, sua razão de viver e se conectar com tudo à sua volta.
Na manhã de hoje postou em seu perfil do Facebook uma foto do tempo que era dono de funerária em Paraíso das Águas. Estampava o caixão mais bonito e luxuoso do mostruário. Ironicamente foi o usado pela mãe, Deuzeni Aparecida de Brito que partiu aos 53 anos
Como o destino e o tempo são inexoráveis, nunca sabemos o que acontecerá nas próximas horas ou dias. A própria mãe de Fernando destacava a beleza e o luxo do esquife, sem saber que ele o acompanharia para sempre na sua morada eterna.
“Hoje consigo contar essa história. Forte, dolorosa, mas real”, divagou Fernando de Brito.
A foto mostra o último mostruário de urnas funerárias que Fernando comprou em 2017. Na época era proprietário de funerária. A mãe o acompanha em tudo. Sempre que chegava uma nova carga de urnas ela fazia questão de olhar uma por uma, observando os detalhes, a qualidade, os acabamentos.
A urna clara, com alças prateadas, chamou sua atenção. Ela olhou, admirou e disse que era a mais bonita. O tempo passou e Fernando jamais poderia imaginar que, meses depois, seria exatamente aquela urna que receberia o corpo de Deuzeni no último adeus.
No dia 4 de setembro de 2018 Deuzeni Aparecida de Brito faleceu aos 53 anos. Lutou bravamente contra um carcinoma inflamatório de mama com metástase cerebral. Sem imaginar ele mesma tinha escolhido a urna que a levaria na sua última viagem.
Antes de partir ela pediu ao filho que vendesse a funerária e terminasse a casa dos sonhos de ambos, que ainda estava em construção. E assim foi feito
“Nunca imaginei que teria coragem de compartilhar isso publicamente. Para muitos, pode parecer triste e de premunição. Mas a verdade é que a vida nos ensina, da forma mais dura possível, que nunca sabemos o dia de amanhã.
Por isso, ame enquanto há tempo. Abrace. Demonstre. Perdoe. Viva.
Porque a saudade… essa permanece para sempre.



