Chapadão do Sul/MS

AÇÕES de combate à corrupção da Polícia Civil em MS tem apoio do DRACCO. Órgão é especialista nesta modalidade de crime contra cofres públicos

       A Polícia Civil deflagra segunda fase da operação Dark Card para combater desvio de mais de R$ 1,4 milhão da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul com abastecimentos simulados no ano de 2020 e R$ 330 mil em três meses do ano de 2021 da Prefeitura de Rio Brilhante. Estas ações tem apoio especial do DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e vem tirando o sono de ex-funcionários públicos acusados de corrupção. Ações foram realizadas em três cidade (Maracajú, Rio Brilhante e Nova Alvorada).

A Polícia Civil, através de investigação realizada pelas Delegacias de Polícia de Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante, com apoio do DRACCO  deflagrou   a segunda fase da Operação Dark Card para apurar abastecimentos simulados no ano de 2020 pela Prefeitura de Nova Alvorada do Sul e de Rio Brilhante em três meses de 2021. Sendo cumpridos dois mandados de prisão – um de um ex-funcionário da prefeitura de Nova Alvorada do Sul e outro do empresário envolvido na prática – além da determinação judicial de sequestro de bens proporcionais ao prejuízo sofrido pelo erário público – realizando-se nesta data apreensão de veículos, joias e bloqueio das contas bancárias – além de mandado de busca e apreensão.

EXPLICANDO -A investigação teve origem a partir de denúncias realizadas no município de Rio Brilhante, oportunidade em que chamou atenção que os supostos abastecimentos ocorriam no município de Nova Alvorada do Sul, cidade distante 40km.

Frente aos fatos que os atores envolvidos praticavam função de influência na comarca de Nova Alvorada do Sul, a unidade policial da cidade solicitou à controladoria municipal o extrato dos gastos com a frota veicular no ano em tela, oportunidade em que se percebeu os gastos inconsistentes de algumas secretarias com o cartão genérico, ou seja, aquele que não é vinculado a nenhum veículo oficial e deve ser usado somente de forma emergencial – constatando-se o prejuízo da ordem de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.

Ademais, em sede investigação realizada pela Delegacia de Rio Brilhante, vislumbrou-se que os cartões eram passados reiteradamente sem que houvesse qualquer abastecimento, fato corroborado com a análise do rastreador da frota veicular de Nova Alvorada do Sul, a qual não percorreu o percurso necessário para consumir o combustível pago pela prefeitura.

Nesta esteira, representou-se pela prisão preventiva dos suspeitos, busca domiciliar e indisponibilidade dos bens para ressarcir o erário, sendo todas as medidas deferidas judicialmente.

Na primeira fase já haviam sido cumpridos três mandados de prisão de pessoas envolvidas prática no município de Rio Brilhante, constatando que as duas cidades sofreram um prejuízo de mais de 1,8 milhão com os crimes (DRACCO)

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