O PNCD (Plano Nacional de Combate à Dengue) é ultrapassado, obsoleto e não garante eficácia no combate ao mosquito e seus focos. Para melhorar os mecanismos de proteção aos cidadãos é necessário um Plano de Ação Municipal mais eficiente e coordenado por profissionais qualificados em todas as suas etapas. A conclusão é da vereadora Sônia Maran após o depoimento sobre o assunto do ex-coordenador do setor de Controle de Vetores da prefeitura de Chapadão do Sul, Luiz Osmar Scheer Simão, na sessão legislativa de segunda-feira. Ele foi convocado pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores.
METODOLOGIA INEFICAZ – A conclusão mais preocupante do depoimento de Simão está na metodologia atualmente usada no combate ao mosquito da dengue na cidade. Ela é considerada ineficaz e responsável pelo aumento de casos. Simão fez uma projeção preocupante para os próximos meses caso mudanças drásticas não sejam feitas no sistema de aplicação do UBV (Ultra Baixo Volume) com bombas costais, nos horários de aplicação e na mobilização da sociedade, começando nas escolas.
PLANO MUNICIPAL DE SAúDE – Luiz Simão alertou para a elaboração de um Plano Municipal de Combate à dengue dentro da realidade do município para garantir uma boa cobertura. Segundo ele, os procedimento realizados em 201ºforam muito além do previsto pelo Governo Federal e se mostraram eficazes. Como as casas estavam fechadas porque as pessoas trabalhavam as visitaram eram feitas nas empresas, escolas e entidades. Campanhas permanentes estavam sempre em destaque nos veículos de comunicação de Chapadão do Sul.
DENGUE HEMORRáGICA – Sônia Maran é a parlamentar que mais cobra ações direcionadas ao combate da dengue na cidade. Ironicamente seu esposo contraiu dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença. Ela e Luiz Simão advertiram que a situação é grave e os 78 casos de 201ºsaltaram para 1º8 segundo a última atualização da Secretaria Estadual de Saúde. O mutirão de limpeza feito em 201ºremoveu tudo que era encontrado nas ruas, incluindo entulhos em propriedades privadas que apresentavam riscos de surgimento de focos.
UBV (Ultra Baixo Volume) ? Como o inseticida conhecido por UBV (Ultra Baixo Volume) precisa atingir o mosquito ou as larvas a aplicação também exige técnica e conhecimento. O fumacê, aplicado com o ?canhão? acoplado num carro, deve ser usados á noite e cobre um quarteirão com eficiência. Já o uso das bombas costais (manuais) precisa ser feito perto do foco, dentro dos terrenos, o que não é possível na madrugada com os portões e casas fechados.
Em anos anteriores o município comprou UBV além da cota do governo do estado para garantir aplicações em locais que ainda não tinham registro de pessoas infectadas. Segundo Sônia Maran o conhecimento e a experiência de Luiz Simão poderão balizar os próximos trabalhos dos técnicos nomeados pela atual administração. Ela sugeriu que as ações que deram certo devem ser mantidas para não colocar em risco a saúde da população.



