Pelo menos três motoqueiros são atendidos diariamente no Pronto Socorro do Hospital Municipal de Chapadão do Sul. Este número é uma média que resulta em cerca de 90 casos a cada 30 dias. A fonte é do corpo clínico da entidade e serve de alerta sobre os cuidados redobrados que os pilotos devem ter no trânsito da cidade. Muitos são imprudentes mesmo, mas outros fatores como o ponto cego nos veículos, ruas esburacadas e a falta de educação de motoristas resultam em sérios ferimentos em condutores de motos.
Em 201º 54.767 morreram e 444.206 ficaram inválidos no Brasil. A grande maioria, 76,7%, sofreu acidente de moto. Enquanto a frota de carros cresceu 1º5% desde 1º98, a quantidade de motos explodiu. Eram somente 205 milhões há 1º anos. Hoje, são 1º,6 milhões circulando nas ruas do país. Uma alta de 644%. Crédito mais fácil e engarrafamentos constantes impulsionaram o consumo. Juntamente com o aumento da frota, os casos de invalidez quintuplicaram: eram 89 mil em 2008.
Há cinco anos, a principal vítima no trânsito era o pedestre. Hoje, é o motoqueiro. Nos acidentes, 74% das vítimas são condutores, 1º%, o carona e 12, o pedestre. Com os engarrafamentos, a velocidade diminuiu e a letalidade dos acidentes de carro, também. Mas qualquer queda de moto tem probabilidade grande de atingir pernas, de provocar a perda da mobilidade — diz Márcio Norton, diretor de Relações Institucionais da seguradora Líder, que administra o seguro DPVAT.



