A Fundação Chapadão confirmou o primeiro caso positivo de ferrugem asiática em Chapadão do Sul. O diretor e pesquisador da entidade, Edson Borges, tinha alertado sobre as condições de clima (umidade e temperatura) propícios ao desenvolvimento da doença. Segundo ele os produtores devem continuar o monitoramento e as aplicações nas áreas programadas e nos talhões em que a soja estiver na fase de R1º Há a necessidade de aplicações na fase vegetativa e de intensificação no monitoramento para tomar a decisão correta sobre o produto a ser aplicado.
Em dezembro de 201º a pesquisadora da Fundação Chapadão, Alexandra Botelho, diagnosticou o primeiro foco de ferrugem asiática na cultura da soja, na safra 201º/1º, na região dos Chapadões, precisamente no município de Chapadão do Sul. Ela é responsável pelo laboratório de diagnose e disse que as folhas com ferrugem foram enviadas por técnicos da fazenda contaminada, procedente da cultivar Anta 820 no estágio R5 (fase enchimento de grãos). Na área do foco o produtor já havia efetivado as primeiras aplicações com fungicida específico para o controle da praga.
Já há confirmações de focos desta doença em outras regiões. O alerta aos produtores e consultores está pede a atenção total nos procedimentos, porque os prejuízos provenientes do descuido do controle poderá ser comprometedor para o agronegócio soja dentro e fora da propriedade
A Fundação Chapadão também orientou a adoção de manejo anti-resistência que compreende ações já definidas no Consórcio Antiferrugem:
Usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos;
Não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações dos produtos contendo SDHI por cultivo;
Os fungicidas devem ser usados preventivamente. Evitar aplicações em alta pressão de doença e de forma curativa.
Incluir todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado.
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