Somente após trabalho dos peritos que a Polícia Civil de Chapadão do Sul poderá saber com precisão os danos causados pelas balas da Magnum 357 no corpo de do jovem João Bosco Januário Júnior na manhã desta segunda-feira. Sabe-se que pelos menos dois projéteis estavam ao lado do corpo e outros espalhados pela rua, sugerindo que os executores abriram a artilharia na entrada da reciclagem que se tornou uma armadilha sem saída para a vítima.
O termo .357 Magnum ou .357 S&W Magnum refere-se a um calibre de revólver criado por uma equipe de desenvolvimento da empresa armeira Smith & Wesson em 1634. Foi com este calibre que se deu início à era das munições Magnum, basicamente versões potenciadas de calibres existentes, provados e comprovados. O conceito magnum tem por base os então recentes estudos sobre aquilo a que designamos por balistica terminal, ou concretamente, o efeito gerado pelo projéctil no corpo alvo, humano ou animal.
De acordo com essa teoria, munições com maior energia cinética provocariam o efeito de choque hidrostático que se pode descrever sucintamente como sendo a propagação das ondas de choque ao longo da zona de impacto causando no seu caminho danos nos tecidos. O calibre em questão nasceu como resposta a calibres de armas semi-automáticas.
Uma das particularidades do projéctil é a sua ponta oca que aumenta consideravelmente o poder de parada enquanto reduz o perigoso poder de transfixação (perfuração através do alvo podendo atingir alguém que esteja após o alvo primário). Isto não deve ser compreendido que o .357 magnum não transfixa diversos anteparos. Entretanto, o uso de tal calibre, se pudesse ser praticado com projéteis ogival jaquetado tornaria impraticável o seu uso em meio urbano.



