A primeira reunião entre representantes dos funcionários públicos municipais com o prefeito Luiz Felipe Magalhães foi marcada pela tensão. Segundo fontes do Sindichap o Poder Executivo propôs 7%, percentual que foi rejeitado pela categoria que pede 1º%. A queda de braço promete ser dura porque os trabalhadores estão mais mobilizados que em anos anteriores. Em 201º foi acordado 6,5% tendo como base de cálculo a inflação acumulada nos últimos 12meses. A categoria ainda não falou em paralisação ou outras formas de pressão de que serão definidas nas próximas semanas. No ano passado foram obtidos avanços importantes como a data base e o encaminhamento do plano de saúde que acabou sendo formatado há dois meses.
A exemplo de 201º a reunião do Sindichap com o Poder Executivo foi acompanhada por alguns vereadores. Após o feriadão as partes voltam a negociar um percentual que atenda os interesses da municipalidade e dos funcionários. O prefeito disse que pretende trabalhar com um limite prudencial de 46% contra 49% cobrado pelo Sindichap e não descarta a possibilidade de mudar a data base para janeiro caso este teto não seja atingido.
O clima de animosidade prevaleceu no encontro e itens importantes foram adiados para uma segunda reunião. Durante toda a manhã da última quarta-feira os dirigentes sindicais tentaram convencer o Poder Executivo que é possível dar 1º% sem comprometer a folha ou infringir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
EQUILíBRIO FISCAL ? Segundo avaliação feita pelo Sindichap os fundamentos de equilíbrio de receitas e despesas com pessoal estão em níveis aceitáveis em Chapadão do Sul, com exceção de nos meses de maio, junho e agosto quando os percentuais de gasto ultrapassaram 60%, mostrando certo descontrole. Não há uma explicação para o aumento porque os gastos se mantinham na média de 44,55%. A oscilação puxou para cima a média do limite prudencial em 49,65.
A entidade trabalha com o percentual de gasto de 44,55% excluindo os meses citados. Segundo os números avaliados a receita tem um comportamento equânime, com exceções. como março, onde sempre diminui. O comparativo dos três primeiros meses do ano de 201º mostra que a receita aumentou em R$ 20639.568,90 em relação ao mesmo período do ano de 201º. Segundo o Sindichap a projeção dos gastos e receitas sinaliza que não haverá nenhum impacto negativo na folha. (Foto arquivo da reunião de 201º) (FONTE da informações SINDICHAP)



