ﺹAs bebidas energéticas podem ser tão prejudiciais quanto as drogas e devem ser banidas das escolas. A declaração foi dada ao jornal Daily Mail pelo especialista em saúde e assessor do governo do Reino Unido John Vincent.
?A quantidade de açúcar e cafeína nessas bebidas é, em nossa opinião, tão grande e faz tão mal que parece que estamos permitindo drogas nas escolas. Elas têm um efeito extremamente prejudicial na capacidade de concentração?, disse.
Segundo a publicação, este tipo de bebida mistura açúcar e cafeína que, em grandes quantidades, tornam as crianças hiperativas e difíceis de controlar. Uma lata de 500 ml, por exemplo, contém o equivalente a mais de 1º colheres de chá de açúcar e de 12 mg de cafeína – o que é aproximadamente a mesma que em quatro latas de cola. De acordo com relatos de professores e alunos, o uso da bebida por crianças e adolescentes pode provocar tremores e tonturas.
álcool
Se alguém costuma misturar álcool com bebidas energéticas, é melhor ficar atento, pois essa combinação pode causar problemas como palpitações e distúrbios do sono, alerta uma pesquisa da Universidade da Tasmânia, na Austrália. O estudo, realizado com 400 homens e mulheres entre 1º e 35 anos, mostrou que os que ingerem a mistura têm seis vezes mais chances de ter sintomas de coração acelerado do que os que ingerem apenas a bebida alcoólica. Assim como também quatro vezes mais dificuldades para dormir, temores, irritabilidade e sintomas de exaustão.
Isso ocorre devido à cafeína dos energéticos, que contêm aproximadamente 80mg da substância, o equivalente a uma xícara de café instantâneo. A pesquisa científica também mostrou que as pessoas que consomem as duas bebidas juntas tendem a abusar mais do álcool.
Os autores do estudo admitem que o assunto deve ser estudado em maior profundidade. Lembram que investigações anteriores já provaram a associação entre energéticos e problemas cardíacos por aumentar a pressão arterial. Enquanto resultados mais definidos não são divulgados, quem gosta de misturar energético com álcool deve estar atento à quantidade consumida, dizem especialistas.
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, siglas em inglês) investiga cinco mortes e um ataque cardíaco possivelmente ligados ao consumo das bebidas energéticas de uma marca, indicou Shelly Burgess, porta-voz do órgão americano.
?Posso confirmar que a FDA recebeu cinco relatórios de efeitos adversos de morte e um de ataque cardíaco possivelmente associados à bebida?, indicou a especialista Shelly Burgess em uma mensagem através de correio eletrônico.
Burgess advertiu que esses relatórios ?servem como um sinal à FDA e não provam uma relação de causalidade entre um produto ou ingrediente e um efeito adverso?. No entanto, indicou que esses casos são levados a sério e investigados com cuidado pela agência, que regula as indústrias alimentícia e de medicamentos.
A porta-voz pediu que os consumidores que sofreram algum efeito adverso com uma bebida energética notifiquem os fabricantes, que são obrigados a informar a FDA em um prazo de 1º dias.
Consumo
O consumo de bebidas energéticas disparou no Brasil nos últimos anos, com um crescimento de 20% só de 201º para 201º, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), justamente num momento em que vêm à tona alertas sobre o aumento de hospitalizações relacionadas ao produto em pelo menos dois países.
No Brasil, se a mistura da bebida com o álcool nas baladas já preocupava os médicos, agora o problema está na associação do produto a estilos de vida saudáveis. Quem abusa desses compostos em busca de pique extra para aguentar uma agenda cheia demais pode colocar a saúde em risco. A bebida é contraindicada para pessoas que já têm problemas cardiovasculares, pois existe o risco de arritmia, que leva a um risco de morte súbita. (Fonte: Texto enviado por Walter Egídio extraido do OBID – Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas)



