Aficcionados por Jeep promoveram uma confraternização nas proximidades do acesso à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) neste domingo, em Chapadão do Sul. Apreciadores de gaiolas e motos também participaram do encontro. Uma retroescavadeira da prefeitura fez uma estrada para a exibição de Jeeps, gaiolas e motos. Os organizadores do evento (Jonas Gurkevicz e João Preto) destacaram que o encontro é um ?piloto? que pretende criar eventos ligados a competições de jeeps, motos e gaiolas na região tendo Chapadão do Sul com referência.
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Chapadão do Sul conta hoje com seis jeeps (e gaiolas) e cerca de 20 motos que participam destes encontros. A construção de um ?Jipódromo? ou uma área específica para esta modalidade vai depender da participação dos jipeiros da cidade e da região. Antigamente ser jipeiro era sinônimo do cara empoeirado, sujo, maluco nada beleza, que dirigia um veículo caindo aos pedaços e acabava com tudo por onde passava.
Hoje, ser jipeiro, virou moda. Assunto badalado pela mídia e são tantas opções de veículos 4×4 que qualquer proprietário de um desses passeia por aí fazendo uso da denominação e se gabando de fazer trilhas radicais. Ser jipeiro vem do coração. Ou melhor, do espírito de equipe.
Ele assume o 4X4 como uma parte de seu corpo e o utiliza para vencer obstáculos. Quais obstáculos? Aqueles que a Natureza preparou. Jipeiro de verdade não sai por aí desmatando trilha, enforcando árvores com o cabo do guincho. Também não sai despreparado, sozinho, para provar que é macho. Ele é moderno nas ações, mas antigo nas tradições porque ama oque faz.
Jipeiro sabe que é parte de um todo. Que, por mais que o ditado esteja batido, a união faz a força. Se um caminho está difícil, usa a estratégia, troca ideias com a equipe. Dispensa o machado em favor do guincho. Jipeiro que honra o nome mete a mão no barro, desatola seu carro e o dos companheiros. Segue a trilha pela velocidade do mais lento.
Jipeiro de verdade deposita nos galhos das árvores o stress do dia-a-dia, que elas “limpam” com o maior prazer. Por isso, jamais larga o lixo no caminho e por vezes recolhe o que encontra. Ele vence a trilha simplesmente porque ela está lá. Torce para chover, assim a dificuldade aumenta. E segue tranquilo. Porque sabe que nunca estará sozinho.
(Redação e w.uor.com.br/curiosidades/jipeiro.asp)



