Claudemir Paulo de Souza conseguiu ?quebrar? o voto de confiança concedido pela Justiça e acabou preso cerca de 12horas após sair da cadeia. Além obter o Alvará de Soltura e R$ 12,00 do Conselho Comunitário de Segurança para comprar passagem ele saiu da cadeia, comprou um pacote de bolachas para repassar aos ex-colegas e foi em busca de drogas. Na noite de ontem vários telefonemas de cidadãos alertavam que Souza consumia crack na esquina das ruas D com a M. O rapaz voltou para a cadeia com mais um crime para cumprir. Disse que Chapadão é uma cidade boa e que não iria embora.
RELEMBRE O CASO – Com uma manta na cabeça para encobrir o rosto Claudemir Paulo de Souza invadiu a loja Bambolê e anunciou o assalto. Ele ameaçou a funcionária dizendo que era ?assassino perigoso? e queria o dinheiro do caixa. Ele pegou os R$ 20,20 (cédulas e moedas) e entregou para o invasor que se mostrava muito agressivo.
Ele saiu e entrou na loja Layser Som, localizada ao lado, mas não conseguiu levar nada porque se deparou com o proprietário e decidiu fugir. A guarnição da Polícia Militar sob o comando do cabo Adriano logo localizou Claudemir caminhando apressadamente para longe dos locais dos crimes.
O criminoso foi reconhecido pelas vítimas e ainda estava com o dinheiro do roubo no bolso da bermuda. Ele admitiu que cumpriu pena em Barretos (SP) pelo crime de homicídio. Claudemir integrava o grupo de moradores de rua retirado
da Praça 20 de Outubro na manhã de hoje. Eles foram enquadrados por desordem, mas também são suspeitos por dano ao patrimônio público pela destruição da vidraça dos banheiros.
A ação da Polícia Militar tira das ruas um homem que já matou e mostrou que está desesperado ao ponto de entrar numa loja para roubar. Os PMs evitaram que trabalhadores do comércio sejam atacadas e mortas no futuro em troca de moedas. O caso é grave e chama a atenção para os antecedentes criminais dos companheiros de Claudemir entregues na delegacia. Na manhã de hoje tinha sido discutido a possibilidade de criminosos de alta periculosidade se misturarem a mendigos e moradores de rua em busca de disfarce.



