Chapadão do Sul/MS

Praça 20 de Abril homenageia Júlio Martins, o ?Pioneiro Alado? que colonizou Chapadão do Sul?

A mitologia Grega criou ícaro, o filho de Dédalo conhecido pela sua tentativa de deixar Creta voando. Pagou com a vida a tentativa de realizar este sonho. Ao contrário de Ìcaro o comendador Júlio Alves Martins contabilizou cerca de dez mil horas de voo (três milhões de quilômetros) desde a primeira decolagem, há mais de 60 anos. Entre as conquistas atribuídas ao comendador está a fundação de Chapadão do Sul. Na manhã desta quarta-feira foi inaugurada a Praça 20 de abril, ao lado da igreja São Pedro Apóstolo, em homenagem ao dia que ele pousou pela primeira vez na região que futuramente seria denominada ?Capital Agrícola? de Mato Grosso do Sul.

A condição de desbravador de Júlio Alves Martins é unânime na sociedade sul-chapadense. Várias projeções políticas avaliam que a cidade poderia ter outro perfil caso ele tivesse sido o primeiro prefeito. Fizemos uma sequência fotográfica sobre o poder que Júlio Alves Martins tem de atrair pessoas em sua volta.

HISTóRIA – Há 40 anos o piloto Júlio Alves Martins sobrevoava a região onde semearia a cidade, sem imaginar que ?acabara de “plantar” a Capital Agrícola de Mato Grosso do Sul?. Não bastasse sua obra e a epopeia para sair do Rio Grande do Sul e chegar ao cerrado brasileiro, o pioneiro sempre teve grande reconhecimento literário de outras cidades como Campo Grande e Dourados. Marcelo Marinho foi um destes escritores que retrataram a vida e obra de Júlio Martins. Com certeza toda a cidade gostaria de ter um pioneiro interessado e progressista como ele.

Em 201º o site chapadensenwes.com.br destacou que ?um homem constrói sua história, mas Júlio Martins construiu uma cidade?. Acreditamos que a frase retrata uma realidade indiscutível. Há 40 anos, num mês de abril, à tarde, chegava por estas bandas o homem que faria a história acontecer. Escreveria cada capítulo de Chapadão do Sul com as próprias mãos. Doou muitas terras para que a cidade pudesse construir seus prédios e escolas.

Não era somente um piloto ou pioneiro, mas o agricultor, técnico em rádio, corretor imobiliário, empresário do setor elétrico e telefônico. Como diz o escritor Marcelo Marinho em seu preâmbulo sobre Júlio Alves Martins ? além da companhia de Zeca Silva ? tinha a companhia de onças, pacas, queixadas e catetos. Fez uma arriscada aterrissagem por entre as macegas, cambarus, guaviras e aroeiras do cerrado. O pioneiro aviador desbravava o sertão do então inóspito Mato Grosso, dando nascimento a infinitas plantações agrícolas para o Brasil e os brasileiros.

Muitos fatos importantes aconteceram após o desembargador pousar no meio da mata do cerrado. A escolha de Chapadão do Sul para a fundação do primeiro Clube de Voo está diretamente ligada à história de Júlio Martins. A cidade é a única de Mato Grosso do Sul colonizada por pioneiros aéreos. Seu primeiro voo se deu há mais de 60 anos e hoje contabiliza cerca de dez mil horas ou três milhões de quilômetros percorridos. (redação e pesquisa no Livro Pouso Frio)

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