Chapadão do Sul, mais uma vez sai na frente com a saúde das nossas crianças, desta vez, proporcionando aos recém nascidos o Teste da Orelhinha, que é gratuito e realizado nos primeiros dias de vida do bebê ainda dentro do hospital, na maioria das vezes. Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação, onde o bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz.
é através da audição e da experiência que as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a aquisição da linguagem.
Todos os recém-nascidos devem fazer a triagem auditiva neonatal, mesmo que a gestação e o parto tenham ocorrido sem alterações e mesmo que não existam pessoas surdas na família. Metade das crianças com perda auditiva não tem história de nenhum fator que possa causar surdez.
O diferencial em Chapadão do Sul é que o município conta com uma fonoaudióloga que diariamente visita o hospital e realiza o teste com os bebês ainda na maternidade, isso porque após receberem alta, muitas mães acabam por não levar os filhos a fazer o teste, o que se torna um risco para a criança. Para os bebês que nascem nos finais de semana, feriados ou recebem alta antes da visita da fonoaudióloga, eles são encaminhados para realização do exame de forma gratuita no prático municipal.
Em alguns casos também é necessário que se faça o reteste, pois antes dos 1º primeiros dias de vida é comum os bebês apresentarem o vérnix no conduto auditivo externo (uma substância rica em gordura que cobre a pele do recém-nascido), o que pode apresentar uma falsa resposta negativa, para estes casos as mães também são encaminhadas para a realização do exame novamente no prático municipal.
Se pela segunda vez as respostas não forem evidenciadas, parte-se para a etapa de diagnóstico, isto é, exames que poderão confirmar (ou não) a suspeita de deficiência auditiva. Essa etapa deve estar concluída até o final do terceiro mês.
Se confirmada a perda auditiva, a etapa seguinte chama-se intervenção: será escolhido o método de amplificação dos sons (geralmente prótese auditiva) e começará a terapia fonoaudiologa.
Está cientificamente comprovado que o início da intervenção antes do sexto mês de vida proporciona à criança surda possibilidade de desenvolvimento de linguagem normal ou muito próximo da normalidade, por isso, não se pode esperar!
Segundo a Secretaria de Saúde, Rosemary Barros, é realizado um controle minucioso dos nascimentos e acompanhado para que todos façam o teste que é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor, não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 1º minutos.
Para a Sarah Coelho Lima, fonoaudióloga responsável pelo teste da orelhinha no Hospital Municipal, é imprescindível que os pais saibam da importância do teste, que é muito simples e pode ajudar a criança surda a ter um desenvolvimento normal ou próximo à ele.
Segundo alguns dados da secretaria de saúde, mensalmente são realizados em média 30 exames podendo variar para mais ou menos, desde a implantação do exame, há 20anos, foram encaminhados 3 casos para exames complementares. (Assessoria – Prefeitura)



