Um homem não identificado tentou incendiar a pastagem de várias fazendas na noite de ontem nas margens da MS-306, em Chapadão do Sul. Policiais do COB (Comando de Operações do Bolsão) seguiram durante toda a noite de ontem rastros de fogo deixados pelo criminoso desde Costa Rica, passando por Chapadão do Sul, até chegar em Cassilândia. Em mais de vinte focos as chamas estavam altas e fora de controle, tornando o trajeto fácil de seguir, embora fosse impossível ?adivinhar? a autoria.
Os militares foram informados sobre a ação pirotécnica do maníaco pelo telefone de emergência (12). Uma testemunha que trafegava pela MS-306 viu sua ação numa área localizada após a Fazenda Catléia. Os PMs foram para a pista e encontraram apenas chamas já altas e fora de controle. Os PMs decidiram seguir em frente e foram encontrando mais focos em intervalos de cinco a dez quilômetros. Alguns destes incêndios seguiram em direção de pastagens e plantações.
O que vai na cabeça de um pirómano?
Mais de metade dos incendiários são homens e mulheres com antecedentes criminais por pequenos furtos, têm problemas psiquiátricos e de alcoolismo e são solteiros ou divorciados, analfabetos e sem profissão definida, segundo um estudo divulgado este domingo pela Polícia Judiciária. Este é o perfil predominante no estudo que a PJ desenvolve desde 1º97 e que conta com 204 pessoas referenciadas.
Segundo o psicólogo Marco Branco, cerca de 55 por cento dos incendiários portugueses têm antecedentes psiquiátricos associados ao alcoolismo, nos homens, e à depressão, nas mulheres, e alguns apresentam “atrasos mentais significativos”.
“No perfil predominante enquadram-se homens e mulheres, a maior parte deles solteiros ou divorciados, sem atividade profissional ou desempregados analfabetos ou com muito pouca escolaridade e têm antecedentes criminais por pequenos furtos”, explicou à agência Lusa o psicólogo, referindo também que não existe uma faixa etária dominante.
Este grupo de incendiários, que começa por negar o ato criminoso que praticou, ateia os fogos entre as 12e as 20 horas, próximo do local onde vive e com um simples fósforo ou um isqueiro. “Muitos ficam no local onde atearam o fogo e são os primeiros a dar o alerta de fogo ou a ajudar no combate. Gostam muito de ver o espetáculo das chamas e do combate”, explicou Marco Branco.
Os incendiários que fazem parte deste perfil têm patologias psiquiátricas, algumas relacionadas com álcool, outras com depressões e apresentam atrasos mentais. (foto ilustração)



