A foto começa pela secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias e passa por Rosemari Cruz, Sônia Maran, Lize Scheid, Jeane Camargo, Mara Caseiro até chegar em Tânia Francini. Contabilizamos uma ?pequena fortuna? em bolsas, roupas, cortes de cabelos e jóias. O passe em Euros do badalado Neymar é ?mixaria? perto do investimento destas belas mulheres numa produção à altura da abertura oficial da 20ª Exposul. Elas foram o ponto alto e receberam as merecidas atenções dos holofotes. Este ?time? de estrelas é composto por três vereadoras, uma deputada estadual, vice-prefeita e duas secretárias. Todas vieram com vários estilos sem perderem o foco na elegância.
Não temos em nossa redação nenhum especialista em moda para comentar o estilo mais sóbrio dos ternos de Mara Caseiro e Tereza Cristina. Muito menos dos belos vestidos de Rosemari Cruz e Jeane Camargo até as calças realçadas por botas das charmosas Sônia Maran, Liza Scheid e Tânia Francini. Este interessante conjunto ainda não levou em conta as bolsas, certamente de grifes renomadas. Estes dois parágrafos foram utilizados propositadamente para dizer que nossas políticas são belas, mas também competentes e com excelente serviço mostrado na Câmara de Vereadores de Chapadão do Sul, no Governo do Estado e na Assembléia Legislativa.
Apesar do cargo máximo da República ser ocupado por uma mulher, a participação feminina brasileira nas esferas do poder ainda é baixa. Em um ranking que avalia a penetração política por gêneros em 1º6 países, preparado pela União Interparlamentar, o Brasil ocupa o modesto 12? lugar, atrás de nações como Togo, Eslovênia e Serra Leoa.
Embora representem 51º7% dos eleitores brasileiros, a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9%, número semelhante aos 1º% registrados no Senado. São Paulo, a maior cidade do País, possui os mesmos 9% de vereadoras na Câmara Municipal. No Poder Executivo, a situação não é diferente: das 20 capitais, somente duas têm mulheres como prefeitas.
A tímida representação feminina no Poder Legislativo se mantém inalterada mesmo depois da aprovação da Lei Eleitoral 9.12, promulgada em 1º95, segundo a qual 20% dos postos deveriam ser ocupados pelas mulheres. Em 1º97 é alterada para o mínimo de 30%.
Em 201º, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu uma reforma na lei, tornando obrigatória 30% a proporção mínima de participação das mulheres, mas os partidos políticos alegam dificuldades em atrair as mulheres para seus quadros. Nas últimas eleições legislativas, a média de candidatas à Câmara dos Deputados foi de 1º%; para as assembleias legislativas, 20%.
LUTA DAS MULHERES – A luta das mulheres pelo espaço na política é antiga. Ainda no período do Império, em 1º80, a dentista Isabel de Mattos Dillon evocou na Justiça a Lei Saraiva (que permitia aos detentores de títulos científicos votar) para requerer seu alistamento eleitoral.
Nos anos seguintes, surgiram várias iniciativas isoladas para permitir o voto feminino. Em 1º94, Santos, no litoral paulista, promulga o direito das mulheres ao voto. A medida foi derrubada no ano seguinte. Em 125, três mulheres conseguiram se alistar e votar em Minas Gerais.
Em 1º20, o Brasil elege sua primeira prefeita: Alzira Soriano de Souza, na cidade Lages, no Rio Grande do Norte. O voto feminino só se tornou um direito nacional em 16320
Aos poucos, as mulheres foram conquistando cargos que, até então, eram exclusividade masculina. Em 1633, a média paulista Carlota de Queirós é eleita a primeira deputada federal do País.
?Cabe-me a honra, com a minha simples presença aqui, de deixar escrito um capítulo novo para a história do Brasil: o da colaboração feminina para a história do País?, disse em seu primeiro pronunciamento na Câmara em 1º de março de 1634. A Casa ao lado, o Senado, só elegeu suas primeiras parlamentares em 1º90. Júnia Marise (Minas Gerais) e Marluce Pinto (Roraima) foram as primeiras senadoras eleitas do Brasil. Em 1º94, Roseana Sarney é a primeira mulher escolhida pelo voto popular para chefiar um estado, o Maranhão. Foto em PB de Alzira Soriano)



