Chapadão do Sul/MS

Liberdade de imprensa cai para o menor nível em 1º anos

No interior deste imenso Brasil muitos práticos em jornalismo se ?criaram? puxando o saco de ?coronéis? da política local. Nas câmaras e nas prefeituras eles escrevem verdadeiras ?atas? e dizem nas rodas que são jornalistas. Estes trabalhadores são responsáveis para criação da famosa ?taxa do silêncio?, onde o dono do site ou jornal desenvinquandário não pode falar do buraco na rua porque o prefeito não permite. Esta é apenas uma faceta da história. No Brasil advogados ?portas de cadeia? e prefeitos que lembram Odorico Paraguassú da cidade de Sucupira do ?Bem Amado? processam jornalistas ou mandam matá-los.

O Brasil ficou em 91º lugar no ranking de liberdade de imprensa organizado pela entidade internacional Freedom House, divulgado hoje. Com pontuação 46, o país foi classificado como “parcialmente livre”, atrás de outros países latino-americanos como Peru, Chile e Uruguai. Noruega e Suécia dividiram a primeira colocação. O Brasil manteve a mesma colocação no ranking na comparação com 201º mas a nota do país piorou, de 44 para 46. Segundo a metodologia da Freedom House, quanto mais próximo de 1º melhor.

“O Brasil perdeu dois pontos, refletindo um aumento no número de jornalistas que foram assassinados durante o ano, juntamente com a influência de interesses políticos e empresariais no conteúdo da imprensa. Ações legais contra blogueiros e companhias de internet, além de propostas de leis sobre crimes cibernéticos, também geram ameaças para a liberdade da expressão”, diz o relatório.

Paraguai e Equador entraram em 201ºna lista dos países “sem liberdade de expressão”, segundo a Freedom House. O rebaixamento do Paraguai ocorre em função do impeachment de Fernando Lugo, enquanto no Equador a entidade cita “o ataque do presidente Rafael Correa conta a imprensa em várias frentes”.

O rating é elaborado a partir da soma de três notas de avaliação: leis e regulamentos que influenciam o conteúdo de mídia; pressões políticas e controles sobre o conteúdo da mídia; e influências econômicas sobre o conteúdo de mídia. Para ser classificado como “livre”, o país precisa alcançar nota entre 0 e 30. De 31ºa 60, a nação é considerada “parcialmente livre”. Uma nota entre 61ºa 12 corresponde a “não livre”. (Agência Estado)

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