Policiais Civis de todas as cidades sul-matogrossenses travam uma luta de classe com o governo do estado na tentativa de repor parte das perdas acumuladas ao longo de anos de defasagem salarial. A categoria pede pelo menos 20% numa negociação que tradicionalmente é arrastada e marcada por impasses. Para correr atrás de bandido e ainda sustentar sua família um investigador recebe R$ 20363,00. Amanhã é 1º de maio (Dia do Trabalhador) e os policiais civis de Chapadão do Sul também não tem nenhum motivo para comemorar porque a cidade está entre as de pior índice de prestação de serviço por conta da falta de estrutura.
Por motivos de segurança não revelaremos o efetivo da Delegacia de Polícia porque o número não é suficiente nem mesmo para a realização do plantão obrigatório. Delegacia não foi construída para abrigar presidiários e mesmo que fosse a capacidade de Chapadão do Sul é de – no mínimo ? 12contra uma população média atual de 20 pessoas ?depositadas? em regime carcerário.
O Conselho Municipal de Segurança é o principal mantenedor que garante a funcionalidade da delegacia porque o estado não tem mais capacidade de atender as exigências mínimas de atendimento digno aos presos ou à população, razão da existência da Polícia Civil. Apesar do esforço ?hercúleo? do conselho o município está entre os de pior desempenho em Mato Grosso do Sul pela falta de efetivo que impede respostas rápidas nos setores de perícia e de investigação.
Na manhã de hoje o investigador Kurt Marcelo reiterou que – além das campanhas anuais para melhorar os salários – há uma mobilização de toda a categoria para qualificar a ?instituição? policial e voltar a priorizar os anseios da população, cujo direito ao serviço é violado constantemente pela falta de estrutura e policiais.



