As relações de amor e ódio na atendimento do Hospital Municipal continuam gerando pautas na saúde pública de Chapadão do Sul. No final de semana uma paciente elogiou um procedimento que salvou seu joelho. Já na manhã de hoje uma funcionária pública reclamou do atendimento e acusou o profissional de despreparado. Oriene Dias Queiroz é o nome da paciente que questiona o a capacidade técnica do médico cubano Omar Morejon para atender na rede municipal de saúde. No final de semana ela caiu da maca, de cabeça no chão, e acusa o profissional de sequer ajudá-la a levantar.
Ela procurou o Hospital Municipal no domingo e disse que seu drama começou quando o clínico a mandou deitar-se na maca. Informou que o equipamento empinou, levando-a de cabeça ao chão. Logo a seguir a maca teria desmontado sobre ela. O barulho chamou a atenção de enfermeiros que vieram correndo. Segundo ela, o médico estava de costas, manuseando algum objeto e não se deu nem ao trabalho de ajudar a levantá-la. Ao ponderar que tinha feito o que o médico pediu ele teria retrucado vai querer achar um culpado pelo seu tombo ?
Chorando, pegou os documentos e disse que me recusava a continuar sendo atendida por alguém tão despreparado. Caso fosse uma criança a cair da maca poderia ter tido um traumatismo craniano, fraturado a coluna ou uma perna. Deixo aqui minha indignação sobre a conduta deste médico grosseiro e despreparado. A população merece ser tratada com dignidade. Embora o descaso gostaria de frisar que ninguém procura o hospital porque gosta.
VERSãO DO DR. OMAR –
O médico Omar Morejon deu sua versão deste fato acompanhado pela Administradora Hospitalar, Wládia Brandi Franco. Negou todas as acusações e atribuiu a queda da paciente da maca a um mero acidente que não tem nada a ver com atendimento médico. Confirmou ainda ter se prontificado a tentar levantá-la, quando os enfermeiros chegaram atraídos pelo barulho. Eles (enfermeiros) são testemunhas das agressões verbais de Oriene em função do ocorrido. Preferiu ser sintético ao comentar o caso. Admitiu estar de costas no momento da queda, mas para pegar os equipamentos necessários aos procedimentos.
Omar destacou ainda que apesar da carga excessiva de trabalho em virtude da demanda atende a todos com cordialidade e atenção. Também aproveitou o espaço para ratificar que sua documentação está devidamente regularizada no CFM (Conselho Federal de Medicina) e no CRMMS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) para atuar em todo o território nacional, como qualquer outro profissional. Sua declaração é uma resposta direta aos comentários de que atuava sob força de liminar, o que não procede.



