O que poderia ter sido um tiro no pé por ser considerada impopular, a decisão da prefeita Liza Scheide em suspender o carnaval e adotar uma economia de guerra em Chapadão do Sul repercutiu positivamente em todos os setores da sociedade. A festa popular não foi afetada porque chegou a vez dos clubes sociais mostrarem que são competentes em organizar grandes eventos. A atual direção do Clube Paineira conseguiu atender todas as solicitações do Corpo de Bombeiros incluindo um ginásio com capacidade para abrigar cinco mil foliões.
Liza Scheide acertou na mosca e mostrou que suas decisões estão sendo exaustivamente analisadas por sua equipe de governo antes de serem anunciadas. Já o carnaval da Praça de Eventos foi palco de dois assassinatos, brigas e outros problemas que afetavam os moradores e entidades das imediações. A transferência do evento para uma área dentro do parque de exposições do Sindicato Rural não teve a mesma participação popular. Tornou-se uma espécie de brete de acesso controlado. De positivo foi o baixíssimo índice de violência.
São vários os desafios que se horizontam, mas o principal deles a curto prazo será a viabilização do GTO (Grupo de Operações Táticas) para botar a bandidagem para correr de Chapadão do Sul, o que nenhum gestor conseguiu. Está em suas mãos a busca de articulação política para viabilizar financeiramente a iniciativa mais importante do momento para trazer a paz aos moradores da cidade.
Muitos destes criminosos que hoje aterrorizam os cidadãos de bem de Chapadão do Sul vieram corridos pelo GTO de Costa Rica, ratificando que a cidade vizinha conseguiu êxito no combate à bandidagem. Os traficantes da cidade vizinha transformaram Chapadão do Sul numa gigantesca boca de fumo que já abastece a região. Traficantes de Costa Rica estão comprando drogas em Chapadão do Sul porque o GTO deles é muito operante por lá.



