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DESMAIO – Não dê água nem açúcar. Veja como agir nestes casos. Pode salvar vidas

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Na fila do mercado, no almoço de domingo, depois de ficar muito tempo em pé. Alguém perde a cor, a vista escurece e o corpo cede. O primeiro impulso de quem está perto costuma ser levantar a pessoa ou procurar água. Segura a pressa.

Diante de alguém que perdeu a consciência, comece pelo básico: veja se o local está seguro, chame a pessoa e observe se ela respira normalmente. Se ela não responder e não respirar, ou estiver só com suspiros irregulares, procure atendimento de emergência. Quem tem treinamento pode iniciar a massagem cardíaca.

Nem todo desmaio conta a mesma história. Calor, jejum, emoção e queda de pressão aparecem bastante. Dor no peito, falta de ar ou dificuldade para falar mudam o quadro e pedem avaliação imediata.

Primeiros minutos

Se a pessoa está desacordada, mas respira normalmente e não há suspeita de trauma na cabeça, pescoço, coluna, quadril ou bacia, deixe-a deitada de lado, na posição lateral de segurança. A via aérea fica mais livre caso ela vomite. Roupa apertada no pescoço? Afrouxe. Depois fique por perto, de olho na respiração.

Queda forte, pancada na cabeça ou dor no pescoço mudam a conduta. Não fique movimentando a pessoa. Procure atendimento.

Não tente fechar um diagnóstico ali. Nem perca tempo caçando pulso. Pessoa inconsciente e sem respiração normal precisa de resposta imediata.

O Pronto-Socorro é o caminho se a pessoa não acordar rápido, não respirar normalmente ou vier com dor no peito

Quando a pessoa acorda

Nada de levantar de uma vez. Ela pode ficar deitada alguns minutos e, quando estiver bem, sentar com apoio antes de tentar ficar em pé. Sem correria.

Antes do desmaio, o corpo costuma avisar: tontura, suor frio, enjoo, visão embaçada. Sentar ou deitar em lugar seguro evita uma segunda preocupação, que é a queda. Se der, eleve as pernas. Só volte a caminhar quando o mal-estar tiver passado de verdade.

O que não fazer?

Não ofereça água, comida, remédio ou açúcar enquanto a pessoa estiver desacordada ou sonolenta. Nada de substância forte perto do nariz, água no rosto, tapas ou tentativa de colocá-la de pé. Parece ajuda. Não ajuda.

Colocar açúcar sob a língua também não é uma boa saída. Alimento e líquido só entram em cena quando a pessoa está desperta, sentada com segurança e consegue engolir normalmente.

Quando procurar atendimento

O Pronto-Socorro é o caminho se a pessoa não acordar rápido, não respirar normalmente ou vier com dor no peito, falta de ar, palpitação, convulsão, sangramento, lesão pela queda ou dificuldade para falar, enxergar e movimentar um lado do corpo. Desmaio durante exercício, deitado, na gestação, em quem tem diabetes ou depois dos 50 anos também merece avaliação.

Primeiro episódio ou desmaios repetidos entram na agenda do médico. Descobrir a causa evita que a próxima vez pegue a pessoa desprevenida.

Acione o Corpo de Bombeiros. Na impossibilidade dessa chamada leve para o hospital

(Fonte campograndenews)

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