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A cascavel “gigante” da capa foi encontrada na Fazenda Alvorada, nas imediações da Avenida Trinta e Três, perímetro urbano de Chapadão do Sul, em dezembro de 2024 (perto da linha férrea da Rumo). Trata-se da maior serpente desta espécie localizada na cidade nos últimos anos. O problema não é apenas esta gigante. A cidade está cheio de zonas com densa vegetação, terrenos baldios e resquícios de matas do cerrado. Este ambiente é habitado por muitas cascavéis de todos os tamanhos. O vídeo do réptil morto foi enviado pelo Juninho da Ambulância, feito na manhã de hoje.
Moradores de Chapadão do Sul que fazem caminhadas nos altos da Avenida Onze e na parte baixa da Mato Grosso do Sul devem ficar atentos. São zonas propícias à presença de cascavéis e outras cobras. Várias foram mortas nestas regiões. Elas tem o hábito noturno e se deslocam na beira destas vias. Em algum momento poderá haver um encontro entre pessoas e a perigosa cascavel. Se morder um animal (cão) é morte certa. Se o acidente for com humanos o resultado será na agilidade da busca de socorro médico.
A característica mais marcante da cascavel é um som de chocalho forte. Ocupa o primeiro lugar no número de mortes causadas por acidentes ofídicos, aqueles que envolvem mordidas de cobras. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Vital Brazil, no período de 1990 a 1993, mais de cinco mil pessoas foram picadas por cascavéis.

Das 35 espécies que existem no mundo, apenas uma vive no Brasil – a Crotalus durissus. Ela habita os cerrados, regiões áridas e semi-áridas do Nordeste brasileiro, bem como os campos abertos das regiões Sul, Sudeste e Norte.
Boicininga – “cobra que soa”, na língua tupi – , é outro nome da cascavel, que possui um veneno poderoso. Ele destrói as células do sangue das vítimas, causa lesões musculares, afeta os sistemas nervoso e renal. Na peçonha dessa serpente, há uma proteína que causa rápida coagulação, fazendo o sangue da vítima endurecer. O ser humano tem uma proteína parecida, a trombina. Ela é ativada quando nos machucamos e forma a “casquinha” nas feridas. As células sanguíneas dos seres humanos possuem uma outra proteína chamada mioglobina. Quando o veneno crotálico – da cascavel – destrói essas células, a mioglobina sai na urina da vítima, que assume uma cor avermelhada.



