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“ENXUGANDO Gelo” – Polícia Militar prende casal com maconha e Cocaína em Costa Rica. Semana marcada por apreensões de drogas

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           A semana vem sendo marcada por muitas apreensões de drogas nas cidades jurisdicionadas à 4ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar). A PM de Costa Rica vem sendo um dos destaques  no combate ao Tráfico de Drogas. A última prisão foi de um casal durante  abordagem de rotina na entrada do município.

Durante a fiscalização, os policiais localizaram dois embrulhos. Um deles era maconha (7,9g) e o outro de pasta base de cocaína (159,7g). O casal também estava com uma balança de precisão na bolsa compartilhada por ambos. Os autores, feminino 31 anos e masculino 32 anos confessaram que haviam adquirido os entorpecentes em Campo Grande e que levariam o material para ser comercializado em Costa Rica.

ENXUGANDO GELO

Drogas são o flagelo da humanidade

César Augusto Grubba (Secretário de Estado da Segurança Pública)

O Conen (Conselho Estadual de Entorpecentes), órgão ligado à Secretaria de Estado da Segurança Pública, realiza nesta semana o Encontro Estadual de Políticas sobre Drogas. Na semana em que se destaca o Dia Internacional de Combate às Drogas, 26 de junho, é preciso trazer ao debate social um olhar reflexivo sobre causas e efeitos do problema.

As pessoas, em todo o mundo, já compreendem o problema das drogas como o grande flagelo da humanidade. Por outro lado, cada vez mais percebemos que a luta contra esse mal não é, e não deve ser, entendida como uma questão só de Estado e de suas polícias. É uma causa social, que envolve família, sociedade e governo. A chama da luta, que move conselheiros, membros e cooperadores de órgãos como o Conen e os Comads (municipais), jamais poderá ser apagada.

O campo da repressão é mais visível, salta aos olhos todos os dias nos jornais e na televisão, e é nessa área em que se concentra a maior parte das ações da Secretaria da Segurança Pública, notadamente das polícias Civil e Militar. Mas há outras frentes de atuação que não podem ser desprezadas.

Políticas mais abrangentes, mais inclusivas, que transcendam a mão forte da repressão e da punição, conduzidas em paralelo, de forma concomitante e inteligente, atuando sobre grupos alvos estrategicamente selecionados, podem ter resultado mais efetivo e mais transformador sobre as raízes e as causas da criminalidade relacionada às drogas. Isto é o que convencionamos chamar “prevenção primária”.

Em nossos estudos sobre a mancha criminal em Santa Catarina, temos identificado relações diretas entre taxas de criminalidade e taxas de consumo de drogas, especialmente nos crimes mais graves caracterizados por violência contra a pessoa, como roubo e homicídio.

Nos índices de homicídio, por exemplo, cerca de 65% das vítimas possuem antecedentes criminais, e em cerca de 70% desses casos, o histórico tem a ver com tráfico ou uso de drogas. Mesmo percentual repete-se em relação aos autores de crimes, também invariavelmente identificados com passagens pregressas de prisão por tráfico e roubos.

É preciso mudar esse quadro, a partir de uma ampla frente de intervenções e por meio de projetos, programas e ações em estrutura matricial, de vetores cruzados, integrados e interdependentes, envolvendo múltiplos atores, nas esferas do poder público e da sociedade organizada. É o caminho possível e necessário.

(Redação e ndmais.com.br/opiniao/artigo/drogas-sao-o-flagelo-da-humanidade) foto jornal da USP

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